Pular para o conteúdo principal

Silicon Valley Daily - Twitter Devnest

Não deu para colocar o post antes porque o Blogger estava com problemas (como já devem saber)! :-(
Como falei, ontem foi um dia de muito trabalho e, por questões que também comentei no post anterior, não poderei colocar a parte de trabalho aqui no Blog, mas faz parte!
Entretanto, hoje também participei do Twitter DevNest, um evento na sede do Twitter em San Francisco que foi bastante interessante.

Parede da sede do Twitter

O Twitter teve problemas com os desenvolvedores ano passado, depois da declaração que eles não queriam mais pessoas desenvolvendo simplesmente outro cliente para o Twitter. Isto abalou um pouco a imagem da companhia com os geeks.
Entretanto, mês passado (26 de abril) o Twitter contratou Jason Costa para ser o "Gerente de Relações com os Desenvolvedores". Um dos primeiros atos que ele fez (no dia 27 de abril) foi agendar este evento para 200 desenvolvedores. Como eu estaria em San Francisco e, por sorte, acordei cedo no dia 27, consegui ser um dos 200 primeiros a me inscrever! :-D
O formato do DevNest foi o seguinte: 2 horas, uma palavra rápida de Dick Costolo (CEO do Twitter), outra do Ryan Sarver (membro do Platform Team do Twitter), quatro casos de uso da API (DataMinr, Klout, The Guardian e Quora) e uma sessão de Q&A.
A palestra do Dick Costolo foi um tanto rápida (apesar de eu ter conversado com ele um pouco antes do evento começar), ele basicamente falou que o Twitter  está pensando em como atender os desenvolvedores, parceiros, usuários e, o que me chamou a atenção, os investidores. Tive a impressão que os investidores do Twitter estão começando a cobrar resultados financeiros também, além dos resultados de uso. Acredito (e, de novo, esta é a minha impressão) que este possa ter sido um dos motivos para o Twitter não querer que outros façam os aplicativos clientes. Afinal, se o usuário não vai ao Twitter via os clientes deles ou via website, eles estão simplesmente fornecendo conteúdo sem ganhar nada em troca.
Depois o Ryan falou rapidamente sobre números (600 mil desenvolvedores, 13 bilhões de requisições à API por dia, 900 mil aplicações, etc.).
Sobre os casos de uso, achei legal os da DataMinr, uma empresa que monitora os tweets para verificar mudanças que influenciam o mercado financeiro e o "termômetro" feito pelo The Guardian para verificar como está sendo avaliado o ex-primeiro-ministro Toni Blair. Os demais foram usos relativamente banais da API.
No final, a maioria das questões foram, para mim, coisas que já sabia. Mas tive de fazer uma pergunta: quando o Twitter terá uma ferramenta contendo as estatísticas de compartilhamento de um determinado website para o Tweet Button (algo como o Facebook Insights). A resposta foi que eles estão trabalhando nisto, mas ainda não tem ideia de quando será lançado. Uma pena!

Apenas para colocar algo pessoal, visitei a universidade de Stanford, pela manhã. Basicamente para beber "a água da sabedoria"! Abaixo uma foto da biblioteca de Matemática e Ciência da Computação.

Stanford University

Postagens mais visitadas deste blog

Sobre o Terra no FISL 9.0

Fui ao Fórum Internacional de Software Livre (FISL) entre os dias 17 e 19 deste mês como participante em algumas palestras e como funcionário do Terra para esclarecer algumas dúvidas no Stand que lá foi colocado.
Percebi que várias pessoas não entendiam o que o Terra estava fazendo lá visto que, na visão deles, o Terra não incentiva o uso do Software Livre nem tenta facilitar a vida dos usuários dos sistemas livres. Fato este percebido nitidamente no Terra TV, que ainda não suporta o sistema Linux.
Como muitos me perguntaram isto, e como vi alguns sites na Internet criticando, coloco abaixo as considerações sobre estes pontos:
Mais de 90% da infra-estrutura de back-end do Terra tem SL (software livre) como base.As equipes de tecnologia do Terra já apresentaram "bug-reports" e "patches" consistentes para melhorias dos sistemas Postfix, Wordpress, Squid, VFS, NFS, Kernel do Linux e módulos do Apache. Entretanto, foram feitas anonimamente, não citando o nome da empresa.U…

Como se tornar "Mayor" (Prefeito) no Foursquare

O Foursquare é uma rede social e microblogging que permite ao usuário indicar onde se encontra e procurar por contatos seus que estejam próximo desse local. O aspecto legal vem do fato de ser possível acumular distintivos (badges) relativos aos lugares específicos.
Outra coisa legais do Foursquare é a possibilidade de você se tornar "Mayor" (prefeito) de um lugar. Muitas empresas têm criado promoções para os prefeitos de suas lojas (a Starbucks, por exemplo, chega a oferecer descontos para os prefeitos). Entretanto, sempre tive dúvidas de saber como é a regra para se tornar Mayor de um lugar específico. Tinha uma idéia de como era, mas não tinha a explicação oficial.
O Foursquare colocou um post em seu blog explicando como isto é feito (original aqui). Basicamente a regra é a seguinte:


Para se tornar Mayor de um lugar, você precisa ter feito check-in neste lugar em mais dias do que qualquer outro usuário nos últimos dois meses (60 dias).
Apenas um check-in por dia conta, ou …

Por que apenas 140 caracteres no Twitter?

Li no Blue Bus um artigo de Julio Hungria que explica por quê as mensagens de texto são limitadas a 160 caracteres e por quê o Twitter usa 140.
Cultura inútil para que você possa colocar em uma conversa com amigos nerds em uma mesa de bar (sim, porque "os nerds também bebem").

Você já se perguntou por que as mensagens de SMS tem no máximo 160 caracteres (algumas até menos que isso) e por que o Twitter limita em 140?
O Los Angeles Times publicou uma matéria sobre o homem que determinou o limite de 160 caracteres e como foi que ele chegou a esse número.
Se você pensa que houve uma longa e profunda pesquisa envolvendo engenheiros, está errado. O responsável por estabelecer o máximo de 160 caracteres foi o alemãoFriedhelmHillebrand, que em meados dos anos 80 era chairman de um comitê de serviços de dados na Global System for Mobile Communications, um grupo que formava parâmetros para o mercado global de comunicação mobile.
Hillebrand sentou diante de uma máquina de escrever em sua ca…