terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Notas de Leitura - Steve Jobs - A Biografia



Durante a leitura da biografia de Steve Jobs, de Walter Isaacson, acabei destacando várias passagens do livro. Como achei interessantes, abaixo seguem as passagens destacadas por mim. Como foram muitas, o posta acabou ficando bem grande.
As que não são do Steve Jobs estão com o autor especificado.

  • "Quando você é um marceneiro fazendo um belo gaveteiro, não vai usar uma placa de compensado na parte de trás, mesmo que ela fique encostada na parede e nunca ninguém vá ver. Você sabe que está lá, então vai usar uma bela madeira no fundo. Para você dormir bem à noite, a estética, a qualidade, tem de ser levada até o fim"
  • "É melhor ser pirata do que entrar na Marinha"
  • "É preciso sem implacável para montar uma equipe de gente A. É muito fácil, quando uma equipe cresce, aparecerem alguns integrantes de classe B e dali a pouco o grupo acaba tendo até alguns C. A experiência Macintosh me ensinou que integrantes de classe A gostam de trabalhar só com outros classe A, o que significa que você não pode permitir integrantes de classe B"
  • "O campo de distorção da realidade pode servir de estímulo, mas depois a realidade fala mais alto" (Joanna Hoffmann)
  • "Nos primeiros trinta anos de vida, você forma seus hábitos. Nos trinta anos finais de vida, seus hábitos formam você"
  • "O que sei fazer melhor é juntar um grupo de pessoas de talento e produzir coisas com elas"
  • "Quando Alice diz que, por mais que tente, não consegue acreditar em coisas impossíveis, a Rainha Branca retruca: 'Nossa! Pois eu às vezes acredito em seis coisas impossíveis antes do café da manhã'"
  • "Você está ferrado se fizer alguma coisa, e ferrado se não fizer coisa alguma"
  • "Minha relação com o dinheiro é que ele é uma ferramenta para nos tornarmos autossuficientes, mas não é algo que faça parte de quem eu sou"
  • "É divertido fazer o impossível" (Walt Disney)
  • "Larry, é por isso que o fato de eu ser seu amigo realmente importa. Você não precisa de mais dinheiro"
  • "Tendência a ver tudo como binário. A pessoa era herói ou babaca, o produto era incrível ou uma merda" (Walter Isaacson)
  • "Há muita gente ótima na Apple, mas todos erraram porque o plano estava errado. Encontrei pessoas que não veem a hora de se alinhar atrás de uma boa estratégia, mas o fato é que não havia nenhuma"
  • "Decidir o que não fazer é tão importante quanto decidir o que fazer. Isso vale para empresas e vale também para produtos"
  • "Detesto quem usa apresentações de slides em vez de pensar. As pessoas enfrentavam problemas fazendo uma apresentação. Eu queria que elas se emprenhassem, que discutissem à mesa, em vez de mostrar um monte de slides. Quem sabe do que está falando não precisa de Powerpoint"
  • "Fico surpreso quando fazemos um modelo e nos damos conta de que é uma porcaria, muito embora, baseado nos desenhos de CAD, parecesse ótimo"
  • "Esquie para onde o disco está indo, e não para onde ele estava" (Wayne Gretzky)
  • "Seu objetivo era manter-se alerta contra 'a explosão de babacas' que leva as empresas a criarem gordura com talentos de segunda" (Walter Isaacson)
  • "Quando fazemos uma contratação, mesmo que a pessoa vá ficar no marketing, eu mando conversar com o pessoal de design e com os engenheiros. Meu modelo é J. Robert Oppenheimer. Li sobre o tipo de gente que ele procurou para o projeto da bomba atômica. Eu estava longe de ser tão bom quanto ele, mas era essa minha aspiração"
  • "Uma apresentação de Jobs desencadeia uma torrente de dopamina no cérebro dos que estão na plateia" (Carmine Gallo)
  • "A Apple é uma marca tão grande quanto a Gap?", perguntou Ron Johnson. Jobs disse que era muito maior. Johnson respondeu que, nesse caso, suas lojas deveriam ser maiores. "Do contrário, vocês serão irrelevantes"
  • "Tudo o que fiz direito só tinha ficado bom depois que apertara o botão de rebobinar"
  • "As pessoas ficam presas nesses padrões, como sulcos em um disco, e nunca saem deles. Claro, algumas pessoas são naturalmente curiosas, crianças para sempre em sua admiração pela vida, mas são raras"
  • "Se a proteção da propriedade intelectual começar a desaparecer, as empresas criativas vão desaparecer, ou nem começar. É errado roubar. Prejudica outras pessoas. E faz mal ao seu próprio caráter"
  • "Sou uma das poucas pessoas que sabem que produzir tecnologia requer intuição e criatividade, e que a produção artística exige disciplina de verdade"
  • "Quando você faz algo para si mesmo, ou para seu melhor amigo, ou para sua família, você não vai fazer porcaria. Se você não ama uma coisa, não vai fazer o esforço a mais, trabalhar no fim de semana, desafiar tanto o status quo"
  • Uma das regras empresariais de Jobs era nunca ter medo de se prejudicar. "Se você não fizer isso consigo mesmo, alguém o fará"
  • "Existe uma tentação em nossa era digital de pensar que as ideias podem ser desenvolvidas por e-mail e no iChat. Loucura. A criatividade vem de encontros espontâneos e conversas aleatórias. A gente encontra alguém por acaso, pergunta o que anda fazendo, diz uau, e logo começa a borbulhar com todo tipo de ideia"
  • "Uma vez, Alex Haley disse que a melhor maneira de começar um discurso é dizendo 'Vou lhes contar uma história'. Ninguém gosta de preleções, mas todos adoram uma história."
  • "A ideia do iPad na verdade foi anterior e ajudou a moldar o nascimento do iPhone"
  • "Ele tem uma capacidade misteriosa de inventar maquininhas que a gente não sabia que precisava, e então de repente não consegue mais passar sem elas" (Daniel Lyons)
  • "Steve Jobs projetou um computador potente que um garoto analfabeto de seis anos pode usar sem receber nenhuma instrução. Se isso não é mágico, então não sei o que é" (Michael Noer)
  • "Porra! Parece um comercial do Visa! Coisa típica de agência de publicidade."
  • "Disse-nos que teríamos dificuldade em fazer as coisas direito, porque estamos em Nova York e quem entende minimamente de tecnologia trabalha no Vale do Silício" (James Murdoch)
  • "Em muitas empresas de bens de consumo há uma tensão entre os designers, que querem que o produto tenha um visual bonito, e os engenheiros, que precisam garantir que o produto atenda as suas exigências funcionais"
  • "Quando ele e o diretor de design Jony Ive tinham conspirado juntos na parte da criação, em 1997, ambos costumavam encarar os receios dos engenheiros como demonstrações de uma atitude negativista, do 'não dá', que precisava ser superada" (Walter Isaacson)
  • "Eu passaria por aquilo tudo de novo só pela oportunidade de ter ele ali, me vendo trabalhar. Ele precisava ver o que o pai faz"
  • "Pusemos o iTunes no Windows para vender mais iPods. Mas não vejo vantagem em colocar nossos aplicativos de música no Android, a não ser deixar os usuários de Android satisfeitos. E eu não quero deixar os usuários de Android satisfeitos"
  • "Ele fez o máximo que pode para ser pai e presidente executivo da Apple, e equilibra muito bem as duas coisas. Às vezes eu gostaria de ter mais atenção dele, mas sei que o trabalho que ele está fazendo é muito importante, e acho legal de verdade, então tudo bem. Realmente não preciso de mais atenção" (Erin Powell Jobs)
  • "A natureza ama a simplicidade e a unidade" (Johannes Kepler)
  • "Acho que Henry Ford disse certa vez: 'Se eu perguntasse aos consumidores o que queriam, eles teriam dito: Um cavalo mais rápido'"
  • "Quando o pessoal de vendas dirige a empresa, o pessoal de produtos deixa de ter importância, e muitos simplesmente perdem o interesse"
  • "Não inventei a língua ou a matemática que uso. Preparo pouco da comida que como, e nenhuma das roupas que visto. Tudo o que faço depende de outros membros da nossa espécie e dos ompros sobre os quais ficamos em pé"
  • "Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os pinos redondos em buracos quadrados. Os que enxergam as coisas de um jeito diferente. Eles não gostam muito de regras. Eles não respeitam o status quo. Pode-se citá-los, discordar deles, exaltá-los ou difamá-los. A única coisa que não se pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para a frente. E, quando alguns os julgam loucos, nós os julgamos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo... são as que mudam". (comercial Think Different)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dicas de viagem para quem vai a San Francisco/CA




Como já viajei algumas vezes para San Francisco/CA, várias pessoas me perguntam sobre dicas do que fazer na cidade. A resposta depende muito do gosto e do tempo que a pessoa tem disponível, mas segue uma lista breve de coisas a fazer por lá.
Tudo baseado no meu gosto pessoal. Se tiverem alguma dúvida a mais, me avisem nos comentários deste Post.



Must Go:

  • Alcatraz (vale a pena o passeio)
  • Golden Gate, de preferência pedalando até Sausalito (alugam bicicletas no Pier 39). Vale a pena almoçar em Sausalito.
  • Lombard Street
  • Dirigir um carro nas ladeiras

Comida

  • Jantar na Cheesecake Factory da Union Square (chegar cedo).
  • Almoço no Bubba Gump do Pier 39 (Shrimp’s Heaven é o meu prato favorito)
  • Frutos do Mar no Fisherman’s Wharf (qualquer restaurante é bom)
  • Pizza no Pazzia. Fica na 3rd str, quase esquina com a Folson. Restaurante italiano pequeno mas excelente

Compras

  • San Francisco é cara para compra de roupas e tênis. No Fisherman’s Warf tem umas lojas de tênis baratas. Dá para achar algumas coisas legais na Walgreens tb. No mais, é um local caro para comprar.
  • Se tiver tempo dá para ir no Outlet de Gilroy. Fica um pouco longe mas tu vai achar coisas muito baratas em lojas de Nike, Adidas, Thommy, Levi’s, etc.
  • Na rua da Apple Store tem também uma loja da Ferrari e uma da Disney. A da Ferrari vale a pena entrar e olhar (caro demais), na da Disney, como tenho crianças, acabei gastando uma grana legal.
  • Tem uma Best Buy legal para comprar eletrônicos na Harrison com a 14th str. Sempre comprei os eletrônicos nela.
  • Um pouco mais afastado da cidade tem lojas da Target. Dá para dar um pulo em Oackland e comprar alguma coisa

Esportes

  • Jogo dos Giants, do SF 49 ou do Golden State Warriors (tem de ver o calendário de eventos)
  • É legal realizar uma caminhada pela cidade. Se for fazer isto, lembre-se que as ruas são cheias de ladeiras. Uma boa dica é pegar o mapa que os ciclistas usam, que mostra a inclinação das ruas da cidade. Disponível em: http://www.sfbike.org/

Vistas da cidade

  • Telegraph Hill (Colt Tower): bela vista da San Francisco Bay
  • Twin Peaks: uma vista legal de toda a cidade

Museus

  • California Academy of Sciences: fica no Golden Gate Park, um parque tão grande quanto o Central Park. Bem legal para ir pelo museu e pelo parque também.
  • Exploratorium: é tipo o museu da PUCRS. Interessante também
  • Walt Disney Family Museum: mostra a história da vida de Walt Disney (vai se tiver tempo)

Se você alugar um carro e tiver um tempo, um passeio Nerd pelo Vale do Silício é interessante para ver:

  • Googleplex
  • Museu da Informática
  • Apple
  • Pixar
  • Facebook

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Post sobre as plataformas do Google




O conteúdo abaixo é resultado de um post de um funcionário do Google, publicado acidentalmente para todos no Google+.
Ele comenta, primeiramente, sobre a forma de contratação da Amazon, o micro-gerenciamento realizado por Jaff Bezos na mesma companhia, e depois começa a falar sobre alguns problemas do Google, por exemplo:
  • Uma coisa que o Google não faz bem é "plataformas"
  • Google+ é um exemplo de como o Google não entende como fazer uma plataforma (desde os executivos até os funcionários).

O post é longo, mas vale a pena a leitura para quem gosta de assuntos como: criação de plataformas tecnológicas e bastidores de empresas do Vale do Silício

Stevey's Google Platforms Rant

I was at Amazon for about six and a half years, and now I've been at Google for that long. One thing that struck me immediately about the two companies -- an impression that has been reinforced almost daily -- is that Amazon does everything wrong, and Google does everything right. Sure, it's a sweeping generalization, but a surprisingly accurate one. It's pretty crazy. There are probably a hundred or even two hundred different ways you can compare the two companies, and Google is superior in all but three of them, if I recall correctly. I actually did a spreadsheet at one point but Legal wouldn't let me show it to anyone, even though recruiting loved it.

I mean, just to give you a very brief taste: Amazon's recruiting process is fundamentally flawed by having teams hire for themselves, so their hiring bar is incredibly inconsistent across teams, despite various efforts they've made to level it out. And their operations are a mess; they don't really have SREs and they make engineers pretty much do everything, which leaves almost no time for coding - though again this varies by group, so it's luck of the draw. They don't give a single shit about charity or helping the needy or community contributions or anything like that. Never comes up there, except maybe to laugh about it. Their facilities are dirt-smeared cube farms without a dime spent on decor or common meeting areas. Their pay and benefits suck, although much less so lately due to local competition from Google and Facebook. But they don't have any of our perks or extras -- they just try to match the offer-letter numbers, and that's the end of it. Their code base is a disaster, with no engineering standards whatsoever except what individual teams choose to put in place.

To be fair, they do have a nice versioned-library system that we really ought to emulate, and a nice publish-subscribe system that we also have no equivalent for. But for the most part they just have a bunch of crappy tools that read and write state machine information into relational databases. We wouldn't take most of it even if it were free.

I think the pubsub system and their library-shelf system were two out of the grand total of three things Amazon does better than google.

I guess you could make an argument that their bias for launching early and iterating like mad is also something they do well, but you can argue it either way. They prioritize launching early over everything else, including retention and engineering discipline and a bunch of other stuff that turns out to matter in the long run. So even though it's given them some competitive advantages in the marketplace, it's created enough other problems to make it something less than a slam-dunk.

But there's one thing they do really really well that pretty much makes up for ALL of their political, philosophical and technical screw-ups.

Jeff Bezos is an infamous micro-manager. He micro-manages every single pixel of Amazon's retail site. He hired Larry Tesler, Apple's Chief Scientist and probably the very most famous and respected human-computer interaction expert in the entire world, and then ignored every goddamn thing Larry said for three years until Larry finally -- wisely -- left the company. Larry would do these big usability studies and demonstrate beyond any shred of doubt that nobody can understand that frigging website, but Bezos just couldn't let go of those pixels, all those millions of semantics-packed pixels on the landing page. They were like millions of his own precious children. So they're all still there, and Larry is not.

Micro-managing isn't that third thing that Amazon does better than us, by the way. I mean, yeah, they micro-manage really well, but I wouldn't list it as a strength or anything. I'm just trying to set the context here, to help you understand what happened. We're talking about a guy who in all seriousness has said on many public occasions that people should be paying him to work at Amazon. He hands out little yellow stickies with his name on them, reminding people "who runs the company" when they disagree with him. The guy is a regular... well, Steve Jobs, I guess. Except without the fashion or design sense. Bezos is super smart; don't get me wrong. He just makes ordinary control freaks look like stoned hippies.

So one day Jeff Bezos issued a mandate. He's doing that all the time, of course, and people scramble like ants being pounded with a rubber mallet whenever it happens. But on one occasion -- back around 2002 I think, plus or minus a year -- he issued a mandate that was so out there, so huge and eye-bulgingly ponderous, that it made all of his other mandates look like unsolicited peer bonuses.

His Big Mandate went something along these lines:

1) All teams will henceforth expose their data and functionality through service interfaces.

2) Teams must communicate with each other through these interfaces.

3) There will be no other form of interprocess communication allowed: no direct linking, no direct reads of another team's data store, no shared-memory model, no back-doors whatsoever. The only communication allowed is via service interface calls over the network.

4) It doesn't matter what technology they use. HTTP, Corba, Pubsub, custom protocols -- doesn't matter. Bezos doesn't care.

5) All service interfaces, without exception, must be designed from the ground up to be externalizable. That is to say, the team must plan and design to be able to expose the interface to developers in the outside world. No exceptions.

6) Anyone who doesn't do this will be fired.

7) Thank you; have a nice day!

Ha, ha! You 150-odd ex-Amazon folks here will of course realize immediately that 
#7 was a little joke I threw in, because Bezos most definitely does not give a shit about your day.

#6, however, was quite real, so people went to work. Bezos assigned a couple of Chief Bulldogs to oversee the effort and ensure forward progress, headed up by Uber-Chief Bear Bulldog Rick Dalzell. Rick is an ex-Armgy Ranger, West Point Academy graduate, ex-boxer, ex-Chief Torturer slash CIO at Wal*Mart, and is a big genial scary man who used the word "hardened interface" a lot. Rick was a walking, talking hardened interface himself, so needless to say, everyone made LOTS of forward progress and made sure Rick knew about it.

Over the next couple of years, Amazon transformed internally into a service-oriented architecture. They learned a tremendous amount while effecting this transformation. There was lots of existing documentation and lore about SOAs, but at Amazon's vast scale it was about as useful as telling Indiana Jones to look both ways before crossing the street. Amazon's dev staff made a lot of discoveries along the way. A teeny tiny sampling of these discoveries included:

- pager escalation gets way harder, because a ticket might bounce through 20 service calls before the real owner is identified. If each bounce goes through a team with a 15-minute response time, it can be hours before the right team finally finds out, unless you build a lot of scaffolding and metrics and reporting.

- every single one of your peer teams suddenly becomes a potential DOS attacker. Nobody can make any real forward progress until very serious quotas and throttling are put in place in every single service.

- monitoring and QA are the same thing. You'd never think so until you try doing a big SOA. But when your service says "oh yes, I'm fine", it may well be the case that the only thing still functioning in the server is the little component that knows how to say "I'm fine, roger roger, over and out" in a cheery droid voice. In order to tell whether the service is actually responding, you have to make individual calls. The problem continues recursively until your monitoring is doing comprehensive semantics checking of your entire range of services and data, at which point it's indistinguishable from automated QA. So they're a continuum.

- if you have hundreds of services, and your code MUST communicate with other groups' code via these services, then you won't be able to find any of them without a service-discovery mechanism. And you can't have that without a service registration mechanism, which itself is another service. So Amazon has a universal service registry where you can find out reflectively (programmatically) about every service, what its APIs are, and also whether it is currently up, and where.

- debugging problems with someone else's code gets a LOT harder, and is basically impossible unless there is a universal standard way to run every service in a debuggable sandbox.

That's just a very small sample. There are dozens, maybe hundreds of individual learnings like these that Amazon had to discover organically. There were a lot of wacky ones around externalizing services, but not as many as you might think. Organizing into services taught teams not to trust each other in most of the same ways they're not supposed to trust external developers.

This effort was still underway when I left to join Google in mid-2005, but it was pretty far advanced. From the time Bezos issued his edict through the time I left, Amazon had transformed culturally into a company that thinks about everything in a services-first fashion. It is now fundamental to how they approach all designs, including internal designs for stuff that might never see the light of day externally.

At this point they don't even do it out of fear of being fired. I mean, they're still afraid of that; it's pretty much part of daily life there, working for the Dread Pirate Bezos and all. But they do services because they've come to understand that it's the Right Thing. There are without question pros and cons to the SOA approach, and some of the cons are pretty long. But overall it's the right thing because SOA-driven design enables Platforms.

That's what Bezos was up to with his edict, of course. He didn't (and doesn't) care even a tiny bit about the well-being of the teams, nor about what technologies they use, nor in fact any detail whatsoever about how they go about their business unless they happen to be screwing up. But Bezos realized long before the vast majority of Amazonians that Amazon needs to be a platform.

You wouldn't really think that an online bookstore needs to be an extensible, programmable platform. Would you?

Well, the first big thing Bezos realized is that the infrastructure they'd built for selling and shipping books and sundry could be transformed an excellent repurposable computing platform. So now they have the Amazon Elastic Compute Cloud, and the Amazon Elastic MapReduce, and the Amazon Relational Database Service, and a whole passel' o' other services browsable at
aws.amazon.com. These services host the backends for some pretty successful companies, reddit being my personal favorite of the bunch.

The other big realization he had was that he can't always build the right thing. I think Larry Tesler might have struck some kind of chord in Bezos when he said his mom couldn't use the goddamn website. It's not even super clear whose mom he was talking about, and doesn't really matter, because nobody's mom can use the goddamn website. In fact I myself find the website disturbingly daunting, and I worked there for over half a decade. I've just learned to kinda defocus my eyes and concentrate on the million or so pixels near the center of the page above the fold.

I'm not really sure how Bezos came to this realization -- the insight that he can't build one product and have it be right for everyone. But it doesn't matter, because he gets it. There's actually a formal name for this phenomenon. It's called Accessibility, and it's the most important thing in the computing world.

The. Most. Important. Thing.

If you're sorta thinking, "huh? You mean like, blind and deaf people Accessibility?" then you're not alone, because I've come to understand that there are lots and LOTS of people just like you: people for whom this idea does not have the right Accessibility, so it hasn't been able to get through to you yet. It's not your fault for not understanding, any more than it would be your fault for being blind or deaf or motion-restricted or living with any other disability. When software -- or idea-ware for that matter -- fails to be accessible toanyone for any reason, it is the fault of the software or of the messaging of the idea. It is an Accessibility failure.

Like anything else big and important in life, Accessibility has an evil twin who, jilted by the unbalanced affection displayed by their parents in their youth, has grown into an equally powerful Arch-Nemesis (yes, there's more than one nemesis to accessibility) named Security. And boy howdy are the two ever at odds.

But I'll argue that Accessibility is actually more important than Security because dialing Accessibility to zero means you have no product at all, whereas dialing Security to zero can still get you a reasonably successful product such as the Playstation Network.

So yeah. In case you hadn't noticed, I could actually write a book on this topic. A fat one, filled with amusing anecdotes about ants and rubber mallets at companies I've worked at. But I will never get this little rant published, and you'll never get it read, unless I start to wrap up.

That one last thing that Google doesn't do well is Platforms. We don't understand platforms. We don't "get" platforms. Some of you do, but you are the minority. This has become painfully clear to me over the past six years. I was kind of hoping that competitive pressure from Microsoft and Amazon and more recently Facebook would make us wake up collectively and start doing universal services. Not in some sort of ad-hoc, half-assed way, but in more or less the same way Amazon did it: all at once, for real, no cheating, and treating it as our top priority from now on.

But no. No, it's like our tenth or eleventh priority. Or fifteenth, I don't know. It's pretty low. There are a few teams who treat the idea very seriously, but most teams either don't think about it all, ever, or only a small percentage of them think about it in a very small way.

It's a big stretch even to get most teams to offer a stubby service to get programmatic access to their data and computations. Most of them think they're building products. And a stubby service is a pretty pathetic service. Go back and look at that partial list of learnings from Amazon, and tell me which ones Stubby gives you out of the box. As far as I'm concerned, it's none of them. Stubby's great, but it's like parts when you need a car.

A product is useless without a platform, or more precisely and accurately, a platform-less product will always be replaced by an equivalent platform-ized product.

Google+ is a prime example of our complete failure to understand platforms from the very highest levels of executive leadership (hi Larry, Sergey, Eric, Vic, howdy howdy) down to the very lowest leaf workers (hey yo). We all don't get it. The Golden Rule of platforms is that you Eat Your Own Dogfood. The Google+ platform is a pathetic afterthought. We had no API at all at launch, and last I checked, we had one measly API call. One of the team members marched in and told me about it when they launched, and I asked: "So is it the Stalker API?" She got all glum and said "Yeah." I mean, I was joking, but no... the only API call we offer is to get someone's stream. So I guess the joke was on me.

Microsoft has known about the Dogfood rule for at least twenty years. It's been part of their culture for a whole generation now. You don't eat People Food and give your developers Dog Food. Doing that is simply robbing your long-term platform value for short-term successes. Platforms are all about long-term thinking.

Google+ is a knee-jerk reaction, a study in short-term thinking, predicated on the incorrect notion that Facebook is successful because they built a great product. But that's not why they are successful. Facebook is successful because they built an entire constellation of products by allowing other people to do the work. So Facebook is different for everyone. Some people spend all their time on Mafia Wars. Some spend all their time on Farmville. There are hundreds or maybe thousands of different high-quality time sinks available, so there's something there for everyone.

Our Google+ team took a look at the aftermarket and said: "Gosh, it looks like we need some games. Let's go contract someone to, um, write some games for us." Do you begin to see how incredibly wrong that thinking is now? The problem is that we are trying to predict what people want and deliver it for them.

You can't do that. Not really. Not reliably. There have been precious few people in the world, over the entire history of computing, who have been able to do it reliably. Steve Jobs was one of them. We don't have a Steve Jobs here. I'm sorry, but we don't.

Larry Tesler may have convinced Bezos that he was no Steve Jobs, but Bezos realized that he didn't need to be a Steve Jobs in order to provide everyone with the right products: interfaces and workflows that they liked and felt at ease with. He just needed to enable third-party developers to do it, and it would happen automatically.

I apologize to those (many) of you for whom all this stuff I'm saying is incredibly obvious, because yeah. It's incredibly frigging obvious. Except we're not doing it. We don't get Platforms, and we don't get Accessibility. The two are basically the same thing, because platforms solve accessibility. A platform is accessibility.

So yeah, Microsoft gets it. And you know as well as I do how surprising that is, because they don't "get" much of anything, really. But they understand platforms as a purely accidental outgrowth of having started life in the business of providing platforms. So they have thirty-plus years of learning in this space. And if you go to 
msdn.com, and spend some time browsing, and you've never seen it before, prepare to be amazed. Because it's staggeringly huge. They have thousands, and thousands, and THOUSANDS of API calls. They have a HUGE platform. Too big in fact, because they can't design for squat, but at least they're doing it.

Amazon gets it. Amazon's AWS (
aws.amazon.com) is incredible. Just go look at it. Click around. It's embarrassing. We don't have any of that stuff.

Apple gets it, obviously. They've made some fundamentally non-open choices, particularly around their mobile platform. But they understand accessibility and they understand the power of third-party development and they eat their dogfood. And you know what? They make pretty good dogfood. Their APIs are a hell of a lot cleaner than Microsoft's, and have been since time immemorial.

Facebook gets it. That's what really worries me. That's what got me off my lazy butt to write this thing. I hate blogging. I hate... plussing, or whatever it's called when you do a massive rant in Google+ even though it's a terrible venue for it but you do it anyway because in the end you really do want Google to be successful. And I do! I mean, Facebook wants me there, and it'd be pretty easy to just go. But Google is home, so I'm insisting that we have this little family intervention, uncomfortable as it might be.

After you've marveled at the platform offerings of Microsoft and Amazon, and Facebook I guess (I didn't look because I didn't want to gettoo depressed), head over to 
developers.google.com and browse a little. Pretty big difference, eh? It's like what your fifth-grade nephew might mock up if he were doing an assignment to demonstrate what a big powerful platform company might be building if all they had, resource-wise, was one fifth grader.

Please don't get me wrong here -- I know for a fact that the dev-rel team has had to FIGHT to get even this much available externally. They're kicking ass as far as I'm concerned, because they DO get platforms, and they are struggling heroically to try to create one in an environment that is at best platform-apathetic, and at worst often openly hostile to the idea.

I'm just frankly describing what 
developers.google.com looks like to an outsider. It looks childish. Where's the Maps APIs in there for Christ's sake? Some of the things in there are labs projects. And the APIs for everything I clicked were... they were paltry. They were obviously dog food. Not even good organic stuff. Compared to our internal APIs it's all snouts and horse hooves.

And also don't get me wrong about Google+. They're far from the only offenders. This is a cultural thing. What we have going on internally is basically a war, with the underdog minority Platformers fighting a more or less losing battle against the Mighty Funded Confident Producters.

Any teams that have successfully internalized the notion that they should be externally programmable platforms from the ground up are underdogs -- Maps and Docs come to mind, and I know GMail is making overtures in that direction. But it's hard for them to get funding for it because it's not part of our culture. Maestro's funding is a feeble thing compared to the gargantuan Microsoft Office programming platform: it's a fluffy rabbit versus a T-Rex. The Docs team knows they'll never be competitive with Office until they can match its scripting facilities, but they're not getting any resource love. I mean, I assume they're not, given that Apps Script only works in Spreadsheet right now, and it doesn't even have keyboard shortcuts as part of its API. That team looks pretty unloved to me.

Ironically enough, Wave was a great platform, may they rest in peace. But making something a platform is not going to make you an instant success. A platform needs a killer app. Facebook -- that is, the stock service they offer with walls and friends and such -- is the killer app for the Facebook Platform. And it is a very serious mistake to conclude that the Facebook App could have been anywhere near as successful without the Facebook Platform.

You know how people are always saying Google is arrogant? I'm a Googler, so I get as irritated as you do when people say that. We're not arrogant, by and large. We're, like, 99% Arrogance-Free. I did start this post -- if you'll reach back into distant memory -- by describing Google as "doing everything right". We do mean well, and for the most part when people say we're arrogant it's because we didn't hire them, or they're unhappy with our policies, or something along those lines. They're inferring arrogance because it makes them feel better.

But when we take the stance that we know how to design the perfect product for everyone, and believe you me, I hear that a lot, then we're being fools. You can attribute it to arrogance, or naivete, or whatever -- it doesn't matter in the end, because it's foolishness. There IS no perfect product for everyone.

And so we wind up with a browser that doesn't let you set the default font size. Talk about an affront to Accessibility. I mean, as I get older I'm actually going blind. For real. I've been nearsighted all my life, and once you hit 40 years old you stop being able to see things up close. So font selection becomes this life-or-death thing: it can lock you out of the product completely. But the Chrome team is flat-out arrogant here: they want to build a zero-configuration product, and they're quite brazen about it, and Fuck You if you're blind or deaf or whatever. Hit Ctrl-+ on every single page visit for the rest of your life.

It's not just them. It's everyone. The problem is that we're a Product Company through and through. We built a successful product with broad appeal -- our search, that is -- and that wild success has biased us.

Amazon was a product company too, so it took an out-of-band force to make Bezos understand the need for a platform. That force was their evaporating margins; he was cornered and had to think of a way out. But all he had was a bunch of engineers and all these computers... if only they could be monetized somehow... you can see how he arrived at AWS, in hindsight.

Microsoft started out as a platform, so they've just had lots of practice at it.

Facebook, though: they worry me. I'm no expert, but I'm pretty sure they started off as a Product and they rode that success pretty far. So I'm not sure exactly how they made the transition to a platform. It was a relatively long time ago, since they had to be a platform before (now very old) things like Mafia Wars could come along.

Maybe they just looked at us and asked: "How can we beat Google? What are they missing?"

The problem we face is pretty huge, because it will take a dramatic cultural change in order for us to start catching up. We don't do internal service-oriented platforms, and we just as equally don't do external ones. This means that the "not getting it" is endemic across the company: the PMs don't get it, the engineers don't get it, the product teams don't get it, nobody gets it. Even if individuals do, even if YOU do, it doesn't matter one bit unless we're treating it as an all-hands-on-deck emergency. We can't keep launching products and pretending we'll turn them into magical beautiful extensible platforms later. We've tried that and it's not working.

The Golden Rule of Platforms, "Eat Your Own Dogfood", can be rephrased as "Start with a Platform, and Then Use it for Everything." You can't just bolt it on later. Certainly not easily at any rate -- ask anyone who worked on platformizing MS Office. Or anyone who worked on platformizing Amazon. If you delay it, it'll be ten times as much work as just doing it correctly up front. You can't cheat. You can't have secret back doors for internal apps to get special priority access, not for ANY reason. You need to solve the hard problems up front.

I'm not saying it's too late for us, but the longer we wait, the closer we get to being Too Late.

I honestly don't know how to wrap this up. I've said pretty much everything I came here to say today. This post has been six years in the making. I'm sorry if I wasn't gentle enough, or if I misrepresented some product or team or person, or if we're actually doing LOTS of platform stuff and it just so happens that I and everyone I ever talk to has just never heard about it. I'm sorry.

But we've gotta start doing this right.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Habilitar Timeline no Perfil do Facebook



O Facebook lançou hoje no evento F8 o perfil no forma de Timeline. Com ele é possível termos todos os eventos da nossa vida mapeados na rede social.
Por mais assustador que possa ter a nossa vida inteira mapeada na rede (caso você queira), para quem trabalha com Social Media é importante testar as novas features que o Facebook nos proporciona.


A propagação da Timeline para todos os perfis deverá estar completa até o final da próxima semana. Mas, se você é impaciente como eu, segue um roteiro para que você possa habilitá-la a partir de hoje:


Requisito fundamental: vocês tem de estar cadastrado como desenvolvedores no Facebook, isto implica a verificação do perfil por celular ou cartão de crédito.

1 – Uma vez cadastrado o perfil, criem uma aplicação nova em https://developers.facebook.com/apps
2 – Coloquem apenas os campos obrigatórios, não precisaremos da aplicação depois
3 – Uma vez criada, acessem a aba Open Graph e digam que a aplicação irá registrar alguma ação (qualquer uma).
4 – Completem o cadastro da ação

E pronto! Quando acessarem o seu perfil no Facebook a Timeline estará habilitada para que vocês possam cria-la!
Fiz isto e funcionou para mim. Não garanto que funcione para todos, mas vale o teste!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pensar primeiro em Mobile deixou de ser o futuro, é o presente




O legal de estar em um evento de desenvolvedores mobile é que tu acaba ouvindo coisas óbvias sobre comportamento de usuário que geralmente não nos demos conta.



Desenvolvo aplicativos Web desde 1999. Em 1999 tínhamos a seguinte situação no Brasil:

  • A tecnologia móvel estava no início da era digital, com as tecnologias GSM e CDMA
  • Os aparelhos serviam basicamente para 3 coisas: fazer ligações, enviar mensagens SMS e jogar Snake. O Nokia 6160 e o Motorola Startak eram o topo de linha!
  • A Internet (discada) custava em torno de 40 reais por um plano de 56Kbps (a ser pago ao provedor), além do custo da ligação pelo modem
  • Yahoo! era o melhor buscador, copiando o modelo de catálogo que os usuários estavam acostumados desde o tempo das listas telefônicas
  • Utilizávamos o ICQ e e-mail para comunicação, os arquivos eram armazenados localmente e usávamos computadores que não podiam ser carregados facilmente para todos os lugares.
  • Sites de notícias tinham o mesmo modelo dos jornais: uma capa, seções e artigos. Os usuários acessavam a capa do site e depois navegavam pelas seções e artigos de acordo com o seu interesse. O modelo era altamente impírico! O site fornece a informação e o usuário consome.

12 anos depois, o cenário mudou um pouco:

  • A tecnologia móvel está consolidada. Chegamos ao ponto de termos mais celulares do que pessoas em vários lugares do mundo. As redes 3G ampliaram a conectividade (apesar de ainda estarmos anos-luz atrás de um cenário desejado por nós).
  • Celulares pararam de ser usados para falar. Confesso que a coisa que eu menos faço no celular é atender ou fazer ligação. Ele se tornou uma ferramenta de comunicação textual e uma forma de se manter informado, compartilhar situações, fotos e muito mais.
  • Ninguém mais paga provedor de acesso, hoje temos internet a 40 reais (sem custo de ligação) por um plano de 5-10Mbps. E todos concordamos que ainda é um pouco caro, pois queremos mais.
  • Surgiram empresas novas como Google, Facebook, LinkedIn, Twitter, etc. (todas estas com menos de 10 anos) e acessamos a internet a partir deles. Google virou verbo e sinônimo de busca na Internet.
  • MSN, Facebook e Twitter se tornaram mais eficientes que os modelos de comunicação tradicionais. Como grande parte está conectada, não tem porque eu fazer uma comunicação "assíncrona", como é o e-mail. Notebooks já estão se tornando altamente obsoletos em detrimento de Tablets (que, se você não se lembra, o primeiro de sucesso (iPad) foi lançado ano passado). A mobilidade, realmente, está dominando o mercado. 

Com tudo isto, o comportamento do usuário mudou. Eles não usam apenas um dispositivo para acesso à informação. Assistimos TV com o celular/tablet ligado, buscando mais informações sobre o programa ou colocando comentários sobre ele. Jogos de futebol sem acompanhar a repercussão no Twitter ficou sem graça. Buscar novos restaurantes, lojas, etc. via Foursquare é mais confiável que pelo Google Maps (por causa das recomendações de outros). Lemos mais as notícias que os amigos "curtem" no Facebook do que as que estão na capa de um portal.

Poucas pessoas hoje lêem jornais. Assim, o "modelo jornal" dos sistes de notícias se tornou ultrapassado. Usuário são informados de uma maneira mais instantânea via Twitter, Facebook e outras redes sociais. Os usuários acabam navegando diretamente nos artigos. Até o modelo de RSS está se tornando ultrapassado frente a este novo comportamento!
Logo, é imprescindível que qualquer cobertura jornalística esteja em um modelo mobile. E não pode ser simplesmente uma cópia do site Web. Aplicativos "engajam" mais os usuários do que sites. Poder assistir um jogo no celular, comentando com os meus amigos, colocando minha opinião sobre o que está acontecendo, interagindo com a cobertura é o que desejo profundamente.

Temos de pensar nestes pontos para que possamos criar produtos que os usuários queiram usar, não o que nós queremos que eles usem. Um usuário gostando de um site irá avisar a seus amigos e, com isto, temos o cenário ideal para as empresas: pessoas propagando o seu conteúdo.

E, seguindo o que já estamos ouvindo há algum tempo mas não damos bola, o exemplo do GetGlue e do Foursquare se torna interessante: primeiro desenvolveram para mobile para só depois lançarem um site web. Pensar qualquer coisa na internet sem levar em conta dispositivos mobile é uma estratégia que, muitas vezes, pode levar a uma falha no projeto.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Silicon Valley Daily - Twitter Devnest



Não deu para colocar o post antes porque o Blogger estava com problemas (como já devem saber)! :-(
Como falei, ontem foi um dia de muito trabalho e, por questões que também comentei no post anterior, não poderei colocar a parte de trabalho aqui no Blog, mas faz parte!
Entretanto, hoje também participei do Twitter DevNest, um evento na sede do Twitter em San Francisco que foi bastante interessante.

Parede da sede do Twitter

O Twitter teve problemas com os desenvolvedores ano passado, depois da declaração que eles não queriam mais pessoas desenvolvendo simplesmente outro cliente para o Twitter. Isto abalou um pouco a imagem da companhia com os geeks.
Entretanto, mês passado (26 de abril) o Twitter contratou Jason Costa para ser o "Gerente de Relações com os Desenvolvedores". Um dos primeiros atos que ele fez (no dia 27 de abril) foi agendar este evento para 200 desenvolvedores. Como eu estaria em San Francisco e, por sorte, acordei cedo no dia 27, consegui ser um dos 200 primeiros a me inscrever! :-D
O formato do DevNest foi o seguinte: 2 horas, uma palavra rápida de Dick Costolo (CEO do Twitter), outra do Ryan Sarver (membro do Platform Team do Twitter), quatro casos de uso da API (DataMinr, Klout, The Guardian e Quora) e uma sessão de Q&A.
A palestra do Dick Costolo foi um tanto rápida (apesar de eu ter conversado com ele um pouco antes do evento começar), ele basicamente falou que o Twitter  está pensando em como atender os desenvolvedores, parceiros, usuários e, o que me chamou a atenção, os investidores. Tive a impressão que os investidores do Twitter estão começando a cobrar resultados financeiros também, além dos resultados de uso. Acredito (e, de novo, esta é a minha impressão) que este possa ter sido um dos motivos para o Twitter não querer que outros façam os aplicativos clientes. Afinal, se o usuário não vai ao Twitter via os clientes deles ou via website, eles estão simplesmente fornecendo conteúdo sem ganhar nada em troca.
Depois o Ryan falou rapidamente sobre números (600 mil desenvolvedores, 13 bilhões de requisições à API por dia, 900 mil aplicações, etc.).
Sobre os casos de uso, achei legal os da DataMinr, uma empresa que monitora os tweets para verificar mudanças que influenciam o mercado financeiro e o "termômetro" feito pelo The Guardian para verificar como está sendo avaliado o ex-primeiro-ministro Toni Blair. Os demais foram usos relativamente banais da API.
No final, a maioria das questões foram, para mim, coisas que já sabia. Mas tive de fazer uma pergunta: quando o Twitter terá uma ferramenta contendo as estatísticas de compartilhamento de um determinado website para o Tweet Button (algo como o Facebook Insights). A resposta foi que eles estão trabalhando nisto, mas ainda não tem ideia de quando será lançado. Uma pena!

Apenas para colocar algo pessoal, visitei a universidade de Stanford, pela manhã. Basicamente para beber "a água da sabedoria"! Abaixo uma foto da biblioteca de Matemática e Ciência da Computação.

Stanford University

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Silicon Valley Daily - Google I/O - Primeiro dia



O post ficou MUITO longo, mas é porque o primeiro dia de evento foi muito bom!
Como coloquei no Twitter, o Google I/O é, de longe, o evento mais interessante do qual já participei. A quantidade de pessoas (aproximadamente 5 mil), os temas abordados, o local do evento e todas as atrações foram muito bem planejadas. Em relação a isto, o Google está anos a frente do Facebook e do Twitter (eventos que fui ano passado).
Digamos que valeu a pena ter ficado 1h tentando fazer a inscrição em fevereiro, durante as minhas férias. Lembrando que as inscrições para o evento encerraram em 1h.
Vou resumir abaixo as palestras que assisti hoje. Pena que estou sozinho no evento, seria muito interessante ter mais alguém, devido a quantidade de palestras paralelas com assuntos interessantes.

Android Keynote


O Android comendo a maçã (Apple)
Um Keynote inteiro sobre o Android. Foi passado o momento atual do Android, com aproximadamente 400 mil ativações de aparelhos por dia, 200 mil aplicativos na Android Market e presença em 310 aparelhos, em 112 países, por exemplo. Continuando assim, possivelmente será o sistema móvel mais utilizado no mundo em pouco tempo (assim que o Symbian morrer).

  • Apresentação do Android 3.1, com novo gerenciador de tarefas, possibilidade de redimensionar as janelas de aplicativos facilmente, o mesmo sistema operacional e o mesmo framework de desenvolvimento em vários dispositivos, etc.
  • Apresentação da funcionalidade de aluguel de filmes na Android Store (muito interessante) e apresentação do Google Music. Aliás, sobre o Google Music, achei muito legal, pena que está disponível apenas para Estados Unidos. Só acho que não vai demorar muito para as gravadoras bloquearem as músicas ilegais que serão enviadas para o sistema.
  • Falaram sobre o Android Open Accessory, um chip (hardware) e API (software) para possibilitar que dispositivos Android se comuniquem com qualquer outro dispositivo que contenha o hardware. Como, teoricamente, pode se comunicar com qualquer outro dispositivo eletrônico (já tem lâmpada criada pela Lighting Science com o chip que se comunica com Android), isto pode fazer o Google realmente dominar o mundo. Veja os detalhes em http://accessories.android.com
  • Fizeram um "Labirinto Gigante", controlado apenas pelo acelerômetro de um Samsung Galaxy Tab. Olhem o vídeo abaixo para terem uma noção do que é:


    No final, foi anunciado que a Samsung daria um Galaxy Tab 10.1 para cada um dos participantes do evento (já estou com o meu).


    Life of a Google Developer API


    Mostrou basicamente a forma como fazer para desenvolver uma aplicação que se comunica com as APIs do Google.
    Interessante a API Client for Java (http://code.google.com/p/google-api-java-client) e o API Console (https://code.google.com/apis/console).
    Falaram também de como é possível controlar o limite de requisições da API.


    An Introduction to the +1 button


    Todo o público presente, de acordo com as perguntas ao final, esperavam que o Google lançasse o widget Google +1 no evento, o que não aconteceu.
    Na real, minha impressão é que o Google +1 será mais um fracasso do Google na tentativa de se tornar social. Os motivos listo abaixo:

    • Inclusão do botão apenas por JavaScript (o Facebook permite por iframe)
    • A visualização é apenas no resultado das buscas do Google. Se um amigo seu recomendou a página, você só vai achá-la se ela aparecer em uma busca sua
    • O usuário tem de clicar em "+1 botão", ou seja, além de curtir/twittar, vai recomendar? Acho que não.
    • Nem uma integração com o Google Buzz vai ter!

    O problema é que, possivelmente, aquelas pessoas que gostam de SEO (Search Engine Optimization) vão dizer que tem de ter o botão na página porque quanto mais recomendações, melhor colocada no ranking a página será. Nisto, realmente, eles estão certos.


    Scalable Structured Markup


    Explicaram como colocar marcações no sitemap de um website e em uma página web para ajudar na otimização das buscas (SEO).
    Novamente, não tem nenhuma relação com o Open Graph (criado pelo Facebook), ou seja, novas marcações nas páginas e nos feeds.
    Interessante apenas a recomendação para que se use o protocolo PubSubHubBub para informar mais rapidamente o Google sobre as alterações no site.


    Programming Well With Others: Social Skills for Geeks


    Esta foi uma palestra sobre como gerenciar e trabalhar em equipes de tecnologia. Muitíssimo interessante e recomendo que todos assistam assim que os vídeos do Google I/O estejam disponíveis. Abaixo listo algumas "frases soltas" que anotei durante a palestra:

    • Se quiser ser um engenheiro de sucesso, tem de conversar.
    • Você não escreve 10mil linhas de código e depois compila. Você sempre precisa de um feedback durante o seu trabalho, para ver se esta fazendo a coisa certa.
    • Nem sempre as pessoas estão prontas para gerenciar ou são preparadas para gerenciar. Há pessoas que são técnicas e nunca serão gerentes, temos que valorizá-las como técnicas!
    • A pessoa não deve perguntar ao seu chefe: "O que eu tenho de fazer agora?", mas sim: "O que tu acha de eu trabalhar nesta ideia?"
    • Falar com as pessoas que atrapalham perguntando se elas tem consciência que estão atrapalhando a equipe (muitas vezes elas nem fazem ideia disto).
    • Quando entrar em uma empresa, tente entender a cultura dela ao invés de tentar impor a sua. Convença-os das suas ideias com o tempo, após a empresa confiar em você.
    • E uma boa experiência para o time almoçar junto, como uma forma de integração diária.

    ClientLogin #FAIL


    Como todo grande evento, sempre tem uma palestra que tu assiste que não é legal. Falou basicamente dos problemas que uma aplicação cliente tem ao tentar fazer uma autenticação em um site de terceiros.
    Para isto, recomenda-se usar o OAuth 2.


    After Hours


    Fizeram uma "feira de invenções" no salão onde mostraram robôs controlados por Android, carros elétricos para 2 pessoas, carro que voa, carro que anda sozinho, etc. Muito, mas muito legal mesmo!


    Depois teve o show do Jane's Addiction. Confesso que não sou o maior fã deles (conheço uma ou outra música), mas foi um show interessante

    Era isto! Amanhã faço o resumo do segundo dia!

    terça-feira, 10 de maio de 2011

    Silicon Valley Daily - Dia de Compras



    Hoje foi um dia para fazer compras.
    No Gilroy Premium Outlet comprei calças (Levi's) e tênis (Nike). Na Best Buy comprei duas máquinas fotográficas (uma para mim, outra de aniversário para a Tassi) e as encomendas eletrônicas.
    Depois fui visitar o Walt Disney Family Museum. Um museu inaugurado em outubro/2009 que conta a história de Walt Disney, que vale a visita por vários motivos:

    • Objetos da coleção pessoal da família Disney
    • História de como foi criado o Walt Disney Studios
    • A história por trás da visita de Walt Disney à América do Sul
    • Como os estúdios Disney ajudaram os Estados Unidos a disseminar a sua visão da II Guerra Mundial

    O museu fica localizado na região do Presidio que, por sua vez, fica dentro do Golden Gate Park. Nas duas vezes que vim aqui anteriormente não tinha dado a devida importância ao passeio na região. Tinha caminhado pelas imediações em direção à Golden Gate na primeira vez, passado ao lado de carro na segunda, mas nunca tinha entrado no parque em si.
    Toda a região do Presidio está sendo reformada, com várias atrações sendo construídas por ali. Também tem um caminho que dá "outra visão" da ponte Golden Gate. Ao invés de ver do lado de Sausalito, a vista é do lado de San Francisco. Não tem toda a estrutura que tem os mirante de Sausalito, mas vale o passeio pela estrada arborizada.


    Por fim, terminei o passeio dirigindo pela Lombard Street (que, novamente, não consegui vê-la florida) e indo à Coit Tower, que fica no alto do Telegraph Hill e dá uma bela vista da cidade e da baía.

    domingo, 8 de maio de 2011

    Silicon Valley Daily - Viagem



    E lá vim de novo para o Vale do Silício! Desta vez ficarei uma semana para participar do Google I/O 2011, do Twitter Devnest e fazer reuniões com empresas daqui. Não terei muito tempo para fazer turismo desta vez, mas vou ver se consigo pegar a Lombard Street florida! :-D
    Para começar, apenas detalhes da viagem (um pouco cansativa) e algumas coisas que vi em um passeio rápido pelo centro de San Francisco.
    Dos voos, apenas achei um pouco estranha a ocupação dos aviões. O voo da Gol de POA para GRU foi com metade da lotação. O de GRU para Dallas (DFW) foi lotado (da outra vez que tinha vindo estava vazio) e o voo de DFW para San Francisco (SFO) não tinha 1/3 da ocupação. Não sei se foi porque era véspera de dia das mães ou porque o pessoal ficou com medo de viajar depois da morte do Bin Laden! :-D
    Em San Francisco mudaram poucas coisas. O que me chamou a atenção foi os recibos de taxi (que agora são gerados automaticamente pelo taxímetro) e a reabertura da loja da Disney (que foi fechada em 2008). O legal é a localização da loja da Disney: ao lado da Apple Store e em frente à loja da Ferrari!
    E também consegui acompanhar o GREnal que, pelo visto, foi uma vitória justa!
    Como estou sem máquina fotográfica (apenas com o celular), não vou colocar fotos por enquanto. Amanhã espero corrigir este problema.
    Para amanhã planejo ir ao Google I/O Bootcamp e fazer as compras solicitadas pela família. Vamos ver se consigo fazer tudo.

    terça-feira, 29 de março de 2011

    Resumo de notícias da semana



    Geralmente, durante a manhã vejo meus feeds de notícias de Social Media (veja mais aqui). A partir daí, envio um tweet das mais relevantes. Entretanto, como estou com a leitura atrasada das notícias, coloco aqui mais relevantes dos últimos dias:

    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

    Como ficar atualizado sobre notícias de Social Media



    Várias pessoas já me perguntaram sobre quais sites devem ver para ficar atualizados sobre notícias de Social Media.
    Claro que isto depende muito do perfil de cada pessoa, assim separei os principais feeds que leio sobre o assunto.

    Para acompanhar notícias diversas:
    Blogs Oficiais:
    Para acompanhar as notícias técnicas:
    Documentações das API's:

    segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

    Enrolados - Filme de Animação da Disney



    Sábado passado meus filhos me intimaram a ir no cinema ver Enrolados, o novo filme de animação da Disney. Claro que não foi um sacrifício fazer isto, visto que adoro filmes de animação!
    Além do mais, Enrolados é o 50º filme realizado pelo estúdio de animação Disney. Desde 1937, quando foi lançado Branca de Neve e os Sete Anões, a Disney foi responsável por criar animações perfeitas, misturando competência com uma espécie de "magia".
    Entretanto, desde que John Lasseter assumiu o controle da Disney Animation Studios (vindo da Pixar), parecia que estava faltando ver nos filmes o toque do contador de histórias. Algo que fez com que Toy Story, Vida de Inseto e Carros pudessem ser mais do que uma animação. Algo que trouxesse de volta a magia Disney.
    Notei isto em uma cena marcante de Enrolados. Apesar de ser uma recontagem moderna de um conto de fadas conhecido (algo que já tinha sido feito em A Princesa e o Sapo), a cena onde Rapunzel encontra as lanternas foi incrivelmente bem feita. Em 3D, então, fica evidente a competência com que a Disney fez este filme.
    Enfim, para quem gosta acho que vale a pena ir ao cinema (3D, por favor) para sentir o que só a Disney é capaz de fazer (mesmo com o Luciano Huck como dublador).

    quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

    Razões para Crer



    Muito legal esta propaganda da Coca-Cola. Ela mostra que é possível acreditar em um mundo melhor!
    Vale a pena ver!


    A música é "Wharever", do Oasis, interpretada pelo coral Young People's Chorus, de NY.
    Se, por acaso, alguém não sabe espanhol, abaixo a tradução:

    Baseado em um estudo realizado em 2010 sobre o estado atual do mundo.
    Para cada tanque que se fabrica no mundo se fabricam 131 mil brinquedos de pelúcia.
    Para cada Bolsa de Valores que entra em colapso há 10 versões de "What a Wonderful World".
    Para cada pessoa corrupta há 8 mil doando sangue
    Para cada muro que existe se colocam 200 mil tapetes de Bem-Vindo.
    Enquanto 1 cientista projeta uma arma nova há 1 milhão de mamães fazendo bolos de chocolate.
    No mundo se imprime mais dinheiro de Monopoly (Banco Imobiliário) do que dólares.
    Há mais vídeos divertidos na Internet que más notícias em todo o mundo.
    Amor tem mais resultados (no Google) que medo.
    Para cada pessoa que diz que "tudo vai ficar pior" há 100 mil casais tentando um filho.
    Para cada arma que se vende no mundo 20 mil pessoas dividem uma Coca-Cola.
    Há razões para crer em um mundo melhor.

    quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

    O caminho de volta pode ser doloroso!



    Fui para Buenos Aires em novembro para conhecer a cidade e dar um presente de aniversário para a esposa.
    Resolvemos ir na sexta-feira ao meio-dia e voltar na segunda a tarde. Um passeio apenas para conhecer.
    Ficamos em um hotel bem em frente ao Obelisco da avenida 9 de Julio. Um hotel muito bom e, teoricamente, perto de tudo o que tínhamos planejado conhecer.
    No sábado pela manhã fizemos um City Tour. Durante este passeio, passamos na frente do Malba (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires).
    O Malba é um museu composto por obras da coleção particular de Eduardo Constantini, um rico argentino casado com uma brasileira que pediu a ele como presente o quadro Abaporu, pintado por Tarsila do Amaral. Ele resolveu satisfazer ao capricho da esposa e arrematou o quadro em um leilão em NY por US$ 1,25M. Aliás, dizem que ele já recusou uma oferta de um grupo de empresários brasileiros que ofereceram US$ 10M pelo quadro.
    Bom, contei isto porque minha esposa, após saber da história, disse que tínhamos de ir até o museu tirar uma foto do quadro, visto que minha filha de 7 anos tinha feito uma cópia do quadro no colégio.
    E resolvemos caminhar até lá. Pelo caminho, passamos na livraria Ateneo e no Cemitério da Recoleta. Bons lugares para se visitar em Buenos Aires.
    O fato é que, quanto mais caminhávamos, mais nos distanciávamos do hotel e, além disso, não tínhamos dinheiro suficiente a mão para o taxi da volta.
    A primeira coisa que fizemos foi ir ver o quadro e tirar uma foto. Quando liguei a máquina veio uma guarda do museu gritando que não poderíamos tirar fotos do quadro. Fingi que não entendia espanhol e tirei assim mesmo (mode brazilian on). Segue a foto abaixo.


    O problema é estávamos cansados prá caramba. Tá certo que já existe taxi que aceita cartão em Buenos Aires, mas não achávamos nenhum. Logo, poderíamos escolher entre caminhar 1km até a estação de metrô ou caminhar novamente os 5,5 Km que já tínhamos feito. Obviamente optamos pelo segundo, o que nos ajudou a conhecer o Subte de Buenos Aires.
    Mas fica a dica: cuide-se para não se afastar tanto do local que é foco para você. O caminho de volta pode ser doloroso!

    segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

    Previsões para o Mercado de Redes Sociais em 2011



    Li hoje no Mashable, um site de notícias que mostra o que está acontecendo no mercado da Internet (resumindo muito) algumas previsões sobre o mercado de Redes Sociais que acho que podem se concretizar. Reproduzirei um pouco delas abaixo:

    • Previsões para Redes Sociais:
      • Esforços de uma rede social do Google irão fracassar
      • Um "medíocre" MySpace será vendido
      • Facebook não irá fazer seu IPO (venda pública de ações)
      • Twitter ficará "chato"
      • As fotos mobile terão um crescimento

    Acho meio estranho este negócio de previsões. Há um tempo atrás (lá por junho/2010), um colega chegou para mim e perguntou: "Que Rede Social vai estar no topo em 2012?".
    Após pensar um pouco e dizer um "Difícil prever isto", fiquei uns dias pensando e apostei minhas fichas que possivelmente o Facebook seria a rede social dominante no ano da Olimpíada!
    Previsões geralmente são difíceis de fazer. Isto porque ninguém gosta de errar uma previsão. Além disso, tentamos sempre basear a nossa previsão em um mínimo de racionalidade e no que desejamos que aconteça. O pior é que, geralmente, a nossa razão vai contra aos nossos desejos, e previsões que não atendam aos nossos desejos são um pouco frustrantes.