segunda-feira, 30 de junho de 2008

Google Developer Day 2008



Abaixo a minha impressão sobre as palestras que assisti no evento Google Developer Day, dia 27/06 em São Paulo.

Google e o Mercado Brasileiro
Por Julio Zaguini

Uma excelente palestra, mostrando a visão do Google sobre o mercado brasileiro e como eles vêem a Internet de maneira geral.
Cito abaixo algumas frases que foram colocadas (algumas meio óbvias), as quais mostram o foco que deve ser dado pelas empresas de Internet nos próximos anos:
  • "Inovação é um processo Colaborativo": mostrando que, na maioria das vezes, a inovação na Internet passa pela mente dos usuários e, não, pela mente dos gerentes de produto
  • "É o indivíduo quem cria conteúdo e define as tendências"
  • "Se o usuário não usa, por que manter um produto?" - Caso do Google Vídeos, por exemplo.
  • "O usuário possui um comportamento multi-facetado" - Tentar entender o usuário baseado apenas no histórico do que ele acessou pode ser um erro.
  • "Nenhum veículo de comunicação morreu até hoje" - Vejam rádio, TV, jornal, etc. Os veículos se complementam.

Visão Geral dos Produtos e Tecnologias Google
Por Paulo Golgher

Palestra introdutória às tecnologias que seriam abordadas no resto do dia: "Client, Cloud Computing, Connectivity & GeoWeb". Foi exposto o que o Google está fazendo para cada uma destas tecnologias:
  • Cloud Computing - Disponibilização do Google App Engine, servidores disponibilizados pelo Google para atender a aplicações criadas para a Internet. A filosofia de venda é: como manter servidores para as novas aplicações pode ser caro, o Google disponibiliza eles gratuitamente enquanto a aplicação não atingir 50M de pageviews mensais. Após isto, possivelmente o desenvolvedor já tem como manter a aplicação e poderia pagar a mais para melhor escalabilidade. Isto ajuda a promover novos negócios que, com o tempo, poderão tornarem-se grandes e manter-se por si só.
  • Connectivity - Aí entra o Android (sistema operacional para celulares), o OpenSocial e o Friend Connect (APIs para redes sociais). mais detalhes nas outras palestras.
  • Client - Disponibilização do Google Gears para extensibilidade do navegador e, com isto, poder desenvolver aplicações com melhor experiência para o usuário. Além disso, muito das tecnologias Google estão sendo incluídas dentro da especificação HTML5 que, como estou acompanhando, está ficando bem completa e possibilitará grandes avanços nas aplicações Web assim que os browser a implantarem.
  • GeoWeb - APIs para o Google Maps/Earth. Interessante ressaltar o desenvolvimento da API do Google Maps para aplicações Flash e, principalmente, da Static Maps API. Esta última para colocação de mapas estáticos nas páginas (uma simples imagem ao invés de colocar o JS inteiro da API), a qual é útil para quem quer apenas mostrar uma localização, pois melhora muito o tempo de carregamento de uma página.

Introdução à Arquitetura Android
Por Dick Wall

Estava curioso para tentar entender o que o Google quer com o Android. O Android é um sistema operacional completo para celulares mas, além disso, ele é uma base para o desenvolvimento de aplicações que, se der certo, irá facilitar muito o desenvolvimento de software para a plataforma mobile, criando um padrão.
A arquitetura foi explicada com detalhes. O Kernel Linux, as bibliotecas, o ambiente runtime (Java), o framework disponibilizado para as aplicações (APIs, serviços, Gtalk, etc) e os aplicativos para a camada superior.
Achei legal o desenvolvimento sobre Eclipse e a utilização de um emulador para testes de aplicação utilizando o QEMU.
Entretanto, com o advento do I-Phone e com a Nokia abrindo o Symbian, não sei se os desenvolvedores conseguirão isto à curto prazo. Pelo visto, ainda seremos dependentes de ter que desenvolver para diferentes sistemas por muito tempo.
Além disso tem o fato de que, com o Android, será difícil para as operadoras manterem os seus celulares bloqueados. Isto é ótimo para os usuários, mas pode não ser um bom negócio para as operadoras.

Gears
Por Dion Almaer

Explicou a arquitetura do Gears para o desenvolvimento de aplicações off-line. Já conhecia um pouco a idéia do Gears, embora não soubesse muito como ele funcionava por baixo.
O anúncio de que ele pode, agora, trabalhar com work-pools fora do Browser é muito bom para evitar a demora no processamento das requisições JS.
O Gears ajuda muito quando estamos off-line e queremos utilizar aplicativos como o Google Reader (leitor de RSS) ou o Google Docs (Edição de Documentos). Entretanto, ainda acho que precisamos verificar se o usuário realmente vai querer utilizar aplicações Web desta forma.

Opensocial e Orkut
Por Chris Schalk

Assiti as palestras do Chris Schalk no primeiro Google Developer Day. Ele é o que o Google chama de "Developer Advocate" (ou "Evangelizador de Desenvolvedores", de acordo com a página do evento). Ele é muito bom em tentar vender formas de utilizar as APIs Google e é um palestrante certo na maioria dos eventos que eles promovem.
Desta vez, ele explicou como o OpenSocial está estruturado e como o Orkut trabalha com as aplicações OpenSocial. Pelo visto, ainda faltam algumas funcionalidades da API que não está totalmente integrada ao Orkut como está em aplicações como o MySpace ou o Hi5.
A boa notícia é que eles devem abrir as aplicações para os usuário do Brasil no mês de Julho.

Sobre Wall-E





Sou um grande fã dos filmes da Pixar (e de animações em geral). Aliás, o bom de ter filhos é que podemos ver desenhos e ter uma desculpa para isto ("só vejo por causa das crianças").
Wall-E entra no meu conceito como um dos melhores filmes da Pixar (junto com Toy Story, Procurando Nemo e Os Incríveis). A história é excelente, a animação é muito boa (conseguiram melhorar muito o trabalho com partículas, principalmente fumaça) e a mensagem do filme está de acordo com o que podemos esperar das novas gerações em relação ao meio-ambiente.
O fime conta a história do robô Wall-E, deixado na Terra para tentar limpar o planeta após anos e anos de acúmulo de lixo pelos seres humanos. Estes tinham abandonado o planeta para viver no espaço, dentro de naves espaciais gigantescas.
Enquanto Wall-E limpa o planeta (tendo como companhia apenas uma barata), ele acumula objetos curiosos deixados pelos humanos, tentando adivinhar para que eles serviam.
Tudo muda quando, em um dia de trabalho, ele recebe a visita de uma robô (chamada de Eva), que veio para dar uma olhada em como o planeta estava. A partir daí, Wall-E se apaixona por Eva e o filme começa a acontecer.
Primeiramente achei que Wall-E seria um filme mudo e que não agradaria muito as crianças. Na real, o filme fica uma meia-hora em quase absoluto silêncio, exceto pela voz metalizada de Wall-E, mas com tiradas bem engraçadas.
Entretanto, o resto do filme possui ação e aventura, onde podemos nos divertir e nos emocionar com a história contada.
De novo, mais um ponto positivo para a Pixar, que mesmo com o acordo com a Disney ainda consegue ser a maior produtora de filmes de animação.

Ficha técnica:
Direção: Andrew Stanton Gênero: Animação Distribuidora: Disney Sinopse: Em um futuro pós-apocalíptico, os humanos destruiram a terra e não existem mais. Os protagonistas são os Wall-E, robôs desenhados para limpar o lixo deixado na superfície da Terra. Essas máquinas, no entanto, não deram conta da tarefa e começaram a pifar lentamente, até que apenas um robô restou. É ele o protagonista, Wall-E. O nome é na verdade a sigla para Waste Allocation Load Lifters - Earth ("Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra"). Todos os dias, ele executa sua rotina de catar o lixo que encontra pela frente a fim de cumprir a (impossível) tarefa de juntar todo o lixo que existe no planeta. A única ajuda que ele recebe é a de Spot, sua barata de estimação.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Google também contrata agências de marketing "burras"



Recebi um e-mail do Google sobre o Google Developer Day 2008.
Um e-mail simples, explicando os detalhes básicos do evento, local, data e hora, etc.
Entretanto, existe no e-mail 2 links: um para "Como Chegar" e outro "Para mais informações clique aqui".
Tudo bem, não fosse o fato do e-mail ser apenas uma imagem, não tendo como clicar nos links:

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Feliz Dia dos Namorados



Neste dia dos namorados, faço aqui uma singela homenagem àquela que me aguenta há quase 8 anos.
Feliz Dia dos Namorados, meu amor.
E feliz dia dos namorados a todos os corações apaixonados.

Sport Campeão da Copa do Brasil 2008



Confesso que, antes do jogo, até estava torcendo para que o Mano Menezes fosse campeão da Copa do Brasil. Entretanto, o Sport fez por merecer o título.
Tava ruim ver o jogo pela Globo. Mais uma vez (pois em 2001 foi igual), os narradores estavam torcendo descaradamente pelo time paulista.
Chegaram ao ponto de falsificar o áudio do futebol (veja aqui) e, aos 45 do segundo tempo, o narrador ainda falava: "Mas o Corinthians ainda pode fazer o gol e ser campeão", mas de um jeito quase que implorando para que eles fizessem.
Mas o cúmulo mesmo foi colocar o símbolo do Sport ao contrário no final do jogo.

Globo:


Símbolo do Sport:

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Desburocratização é para os fracos



Quer garantir que uma solicitação de uma determinada área (área 1) chegue em outra (área 2), faça conforme o seguinte exemplo:
  1. "Peão da área 1" pede uma coisa para o "Peão da área 2".
  2. O "Peão da área 2" até sabe o que tem de ser feito, entretanto ele pede para que o "Peão da área 1" faça a solicitação via o chefe dele.
  3. O "Peão da área 1" fala com o "Chefe da área 1"
  4. O "Chefe da área 1" pede para o "Peão da área 2".
  5. Entretanto, existe um responsável pelo projeto que está em uma "Área 3", logo, o "Peão da área 2" pede que ele fale com este responsável.
  6. O "Chefe da área 1" pede para o "Responsável da Área 3"
  7. O "Responsável da Área 3" pede para o "Peão da área 2".
  8. O "Peão da área 2" fala que, na área 2, existe uma pessoa que é responsável pelo produto, que está na "Área 4".
  9. O "Responsável da Área 3" pede para o "Responsável da área 4".
  10. O "Responsável da Área 4" pede para o "Peão da área 2".
  11. O "Peão da área 2" pede para que o "Responsável da área 4" fale com o "Chefe da Área 2" para que priorize a solicitação.
  12. O "Responsável da Área 4" pede para o "Chefe da área 2".
  13. O "Chefe da área 2" pede para o "Peão da área 2".
  14. O "Peão da área 2" diz que vai fazer, mas ainda pede que avise o "Responsável do tempo de recursos da Área 2", para que este último fique sabendo que o outro projeto vai atrasar porque vai ter de dedicar um tempo para fazer a solicitação.
  15. Depois de fazer a solicitação, o "Peão da área 2" avisa o "Chefe da área 2" que a solicitação foi feita
  16. O "Chefe da área 2" avisa o "Responsável da área 4" que a solicitação foi feita
  17. O "Responsável da área 4" avisa o "Responsável da área 3" que a solicitação foi feita
  18. O "Responsável da área 3" avisa o "Chefe da área 1" que a solicitação foi feita
  19. O "Chefe da área 1" avisa o "Peão da área 1" que a solicitação foi feita
Isto, claro, sem contar as solicitações para aberturas de chamados a serem feitas.