sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sobre a Inveja



Inveja, s.f., do Lat. invidia, misto de pena e de raiva; sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem; desejo de possuir aquilo que os outros possuem; ciúme; emulação, cobiça.

O sentimento de inveja é um dos mais comuns do ser humano. Embora poucos admitam, todos nós somos invejosos por natureza.
Isto acontece porque não nos contentamos em ser nós mesmos e sempre estamos mirando algum exemplo a ser seguido.

Vamos citar dois exemplos:
  • Uma pessoa quer ser gerente. Ela vê no seu atual gerente todas as boas qualidades que ele tem: espírito de liderança, experiência, atenção com seus subordinados, entre outras características. A pessoa luta, tenta superar seus defeitos e tenta adquirir as mesmas qualidades que o seu gerente para que, caso um dia a vaga de gerente esteja disponível, esta pessoa possa ser uma das candidatas à vaga.
  • Uma pessoa quer ser gerente. Ao invés de ver as qualidades do seu atual gerente, ela tenta desmoralizar o atual enfatizando os defeitos dele e enaltecendo as suas próprias qualidades contra estes defeitos. Ao invés de estudar para ser um bom gerente, ela tenta conseguir o cargo tentando fazer com que a pessoa que assumiu seja demitida ou desqualificada da função.
Na minha opinião, os dois casos podem ser enquadrados como inveja, mas em contextos diferentes.
O primeiro exemplo utiliza a definição "desejo de possuir aquilo que os outros possuem", mas faz isto de uma forma que faça por merecer (trabalhando, lutando para conseguir), de uma maneira ética.
Já o segundo utiliza a definição "sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem", onde faz de tudo para conseguir o que o outro tem, inclusive de uma maneira não-ética.

Acho que todos devem ser invejosos, mas temos de ter discernimento para termos a "inveja boa" ao invés da "inveja ruim". Devemos lutar para sermos iguais ao exemplo que devemos seguir, tentando conseguir a capacitação necessária para chegar aos objetivos traçados.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Ópera do Mallandro



O Jacaré Banguela colocou um post sobre um curta-metragem dirigido por André Moraes, chamado "Ópera do Mallandro".

A sinopse diz tudo: "O curta conta a história de um garoto (Michel Joelsas, de “O Ano Em Que Meu Pais Saíram de Férias”) que, em sua última prova de recuperação na escola, tem a tarefa de escrever um texto em 15 minutos. Durante o processo criativo, o menino embarca por um universo musical cheio de personagens e mitos dos anos 80 revividos em quatro números musicais embalados por releituras de sucessos do Sérgio Mallandro."

Além de alguns atores conhecidos (como Thais Araújo, Wagner Moura, Lázaro Ramos e Luciano Szafir), o filme mostra alguns elementos que, sem dúvida, marcaram a minha infância como:
  • Acquaplay
  • Fofão
  • Bozo
  • Músicas do Sérgio Mallandro
Vale a pena dar uma olhada no vídeo. Ele tem uns 15 minutos (já descontando os créditos finais) e é uma boa pedida para um final de tarde de sexta-feira.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Falta de Profissionalismo



Hoje recebi um e-mail que demonstra a falta de profissionalismo de uma pessoa.
Este e-mail fazia uma avaliação de um produto, comparava-o com outros existentes e tinha uma análise relativamente interessante e positiva sobre o mesmo.
Pelo que estava escrito, a pessoa tinha demorado um bom tempo para analisar pelo menos 6 produtos diferentes além do produto que estava sendo avaliado.
Até aí tudo bem, sempre gostamos de receber textos e análises bem feitas.

O problema é: a pessoa simplesmente pegou textos prontos da Internet, análises feitas por outras pessoas, copiou e colou em um e-mail e, possivelmente, nem se deu ao trabalho de verificar os produtos com os quais estava comparando (pois alguns produtos citados por ela não tem nada a ver com o produto avaliado). Só descobri isto porque o texto do e-mail não era condizente com o vocabulário da pessoa e resolvi fazer uma busca no Google por partes do texto do e-mail.

Isto demonstra o quanto uma pessoa pode não ser profissional em um ambiente de trabalho, ou seja, o quanto uma pessoa pode ser anti-ética com os demais. Coisas assim servem apenas para uma coisa: tentar se auto-promover e fazer de conta que é melhor que os outros.
O correto, neste caso, seria a pessoa analisar o produto e, se quisesse colocar as avaliações que achou na Internet, escrevesse algo do tipo:

"Não cheguei a me aprofundar muito no assunto, mas seguem algumas avaliações que achei na Internet". A partir daí, colocar as avaliações e as fontes onde foram achadas.

Isto seria muito mais ético da parte da pessoa e ainda valorizaria o trabalho dela ao invés de, agora, ela ter o seu trabalho depreciado.

Se alguém quiser saber mais sobre Ética no Ttabalho, dê uma olhada no texto anterior sobre o assunto aqui (texto que, por sinal, possui a fonte citada).