quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O caminho de volta pode ser doloroso!



Fui para Buenos Aires em novembro para conhecer a cidade e dar um presente de aniversário para a esposa.
Resolvemos ir na sexta-feira ao meio-dia e voltar na segunda a tarde. Um passeio apenas para conhecer.
Ficamos em um hotel bem em frente ao Obelisco da avenida 9 de Julio. Um hotel muito bom e, teoricamente, perto de tudo o que tínhamos planejado conhecer.
No sábado pela manhã fizemos um City Tour. Durante este passeio, passamos na frente do Malba (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires).
O Malba é um museu composto por obras da coleção particular de Eduardo Constantini, um rico argentino casado com uma brasileira que pediu a ele como presente o quadro Abaporu, pintado por Tarsila do Amaral. Ele resolveu satisfazer ao capricho da esposa e arrematou o quadro em um leilão em NY por US$ 1,25M. Aliás, dizem que ele já recusou uma oferta de um grupo de empresários brasileiros que ofereceram US$ 10M pelo quadro.
Bom, contei isto porque minha esposa, após saber da história, disse que tínhamos de ir até o museu tirar uma foto do quadro, visto que minha filha de 7 anos tinha feito uma cópia do quadro no colégio.
E resolvemos caminhar até lá. Pelo caminho, passamos na livraria Ateneo e no Cemitério da Recoleta. Bons lugares para se visitar em Buenos Aires.
O fato é que, quanto mais caminhávamos, mais nos distanciávamos do hotel e, além disso, não tínhamos dinheiro suficiente a mão para o taxi da volta.
A primeira coisa que fizemos foi ir ver o quadro e tirar uma foto. Quando liguei a máquina veio uma guarda do museu gritando que não poderíamos tirar fotos do quadro. Fingi que não entendia espanhol e tirei assim mesmo (mode brazilian on). Segue a foto abaixo.


O problema é estávamos cansados prá caramba. Tá certo que já existe taxi que aceita cartão em Buenos Aires, mas não achávamos nenhum. Logo, poderíamos escolher entre caminhar 1km até a estação de metrô ou caminhar novamente os 5,5 Km que já tínhamos feito. Obviamente optamos pelo segundo, o que nos ajudou a conhecer o Subte de Buenos Aires.
Mas fica a dica: cuide-se para não se afastar tanto do local que é foco para você. O caminho de volta pode ser doloroso!
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