terça-feira, 4 de agosto de 2009

Como se sentir um Dalit



Li um excelente artigo de Eunice Mendes, onde ela fala sobre "Os Dalits nossos de cada dia" (original aqui). Ela faz uma comparação entre a hierarquia de castas indiana, onde os dalits são considerados "pessoas impuras" e a cultura hierárquica do mundo ocidental.
Em um dos parágrafos, ela expressa exatamente quem seriam os "nossos dalits":
  • Um mendigo na rua
  • Uma criança pedindo esmolas
  • Pessoas vendendo mercadorias na sinaleira
  • Um gari limpando a rua
  • Um carteiro entregando cartas na chuva
Isto pode provar que as pessoas não são valorizadas pelo que elas são e, sim, pela sua "função social".
Ela continua, citando que durante o nosso trabalho, também estamos sujeitos a nos sentirmos como dalits quando:
  • um novo profissional exerce o mesmo cargo que o seu e entra na empresa ganhando o dobro do seu salário;
  • o diretor não o convida para o fim de semana na casa de praia, mas convida todo o resto do seu grupo;
  • aquele trainee trata você com arrogância e nem quer saber o que você pode lhe ensinar;
  • na reunião, o cliente só olha para os outros sócios e não presta atenção no que você diz;
  • você se sente um estranho no ninho em um determinado ambiente;
  • em uma roda social, você percebe que alguém faz uma ironia ou ignora a sua presença;
  • você é discriminado pela sua cor, posição social ou postura política.
Outra frase do artigo dela que eu concordo: "Ninguém quer ser invisível nem quer ser ignorado. A indiferença é para muitos uma espécie de morte moral."
Para corrigir isto, há uma única palavra: respeito!
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