quarta-feira, 8 de julho de 2009

O poder das crianças



Uma das coisas que aprendi quando me tornei pai foi a ouvir melhor as crianças.
Elas falam coisas que geralmente vêm do coração, sem maldade ou qualquer outro vício que os adultos já possuem.
Quando elas começam a teorizar e falar coisas sobre a vida ou sobre o que estão passando, é certo que vamos ouvir alguma lição ou algum argumento que irá derrubar muitas coisas que os adultos já tem como certo.
Além disso, a fala delas é simples, uma criança explica as coisas de uma maneira muito tranquila e, por algum motivo que não entendo, para elas as coisas sempre são fáceis de serem mudadas.
E quando elas não entendem algo e vêm com aquelas perguntas que são difíceis de responder tipo, por exemplo, "Pai, por que você gosta tanto do Grêmio?"
Ontem uma simples criança de 11 anos acabou tocando o coração do mundo todo.
Enquanto milhões assistiam ao show do velório do Michael Jackson (grande artista, por sinal) com cantores famosos, telões em várias cidades, transmissão ao vivo pela Internet, convites sorteados, entre outras pirotecnias avançadas, quem falou mais bonito não foram Magic Johnsson, Lionel Ritchie ou o dono da Motown.
No final do espetáculo, quando as TVs do mundo todo já estavam colocando os créditos finais (pois todos os shows haviam encerrado), a filha do Michael Jackson falou o que todos deveriam ter dito e feito: "Desde que eu nasci, ele foi melhor pai que se possa imaginar. Eu só queria dizer: 'Eu te amo, papai'"
Ou seja, ninguém tinha se tocado de quanto deve ser doloroso para estas três crianças terem perdido o pai. Todos só falavam do dinheiro, da herança, das dívidas, do pai mercenário, da ingratidão com os irmãos mas se esqueceram de três crianças que agora estão órfãs de pai.
Por que esquecemos destes "detalhes" da vida?
Acho que tudo seria mais simples e bonito se a vida fosse como o "Curioso Caso de Benjamin Button", onde nascemos velhos e com o tempo vamos descobrindo as belezas da vida e morreríamos como crianças.
Postar um comentário