terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (XV) - Televisão



Apesar de não ter muito tempo, à noite costumo ver um pouco de televisão por aqui.
Os canais abertos aqui (os que temos no Brasil na TV por assinatura) são muito bons. Além disso, segunda-feira passada foi o dia oficial do término das transmissões analógicas, ou seja, a televisão americana é totalmente digital (apesar de alguns canais transmitirem analógico até o dia 12 de junho).
É muito legal assistir House, 24 Horas, CSI, Lost ao vivo (sem precisar baixar). Colocamos a TV com o Closed Caption e assistimos sem problemas. Aliás, aqui até alguns comerciais tem closed caption habilitado.
Agora, minha experiência mais estranha foi assistir a cerimônia de entrega do Oscar às 18:30 e, mais estranho ainda, terminar as 21h. Eu que todo ano fico assistindo até de madrugada, foi muito esquisito ver o Oscar e ainda ter tempo para fazer outras coisas antes de dormir.
Sobre o Oscar, tinha visto Slumdog Millionary (Quem quer ser um milionário) na quinta-feira e gostado do filme. Não vi ainda os outros filmes que estavam concorrendo, mas não sei se era para tanto. Se Slumdog ganhou oito estatuetas, acho que Cidade de Deus mereceria pelo menos um.
Outra coisa legal são os comerciais. Confesso que tem muitos que são babacas, mas aqui não tem a hipocrisia brasileira de proibir marcas de citar as concorrentes. Por exemplo, as propagandas de carro de uma marca chegam a mostrar os carros das outras para dizer que eles não prestam!
Agora uma das propagandas que eu mais gosto é a da Microsoft, a qual reproduzo abaixo:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (XIV) - Caminhada



Ontem foi dia de caminhar. Como era meu último fim-de-semana por aqui, resolvi que ia conhecer o Palácio de Belas Artes e a Golden Gate. Assim, acordei cedo para tentar copletar o objetivo.

Cable Car


Primeiro fui até a Market Str. pegar o Cable Car, mais um dos programas obrigatórios de San Francisco.
Para quem for pegar o Cable Car, apenas preste atenção em qual linha vai embarcar. A Market é o terminal de duas linhas: uma que termina na Bay Street (Fishermans Wharf) e outra que termina na Beach Str (final dos Piers). Preferi a segunda linha que, além de mais longa, passa pela Lombard Street e me deixava "mais perto" da Golden Gate.





Caminhada até o Palácio de Belas Artes

A partir do final da linha, comecei a caminhada até o Palácio de Belas Artes. Uma construção que remonta o início do século XX e que é excepcional. Uma pena que ele estava sendo restaurado e não pude entrar, mas as fotos podem dar a dimensão da beleza do lugar.
A propósito, no filme "The Rock" (a Rocha), foi no Palácio de Belas Artes que Nicholas Cage captura o Sean Connery após persegui-lo pela cidade de San Francisco.




A Golden Gate


Depois do Palácio de Belas Artes, fui caminhando até a Golden Gate através do parque chamado Presidio (onde, obviamente, existia o presídio de San Francisco. Quando cheguei perto da ponte, existia uma escada a qual subi para chegar no vão da ponte.
Antes de entrar na ponte, existe um paradouro (que, obviamente, estava cheio de turistas) onde mostrava como são feitos os cabos da ponte. Sinceramente imaginava que era apenas um grosso cabo de ferro mas, na real, é um revestimento de milhares de cabos internos. O que mostra que realmente sou um nada como engenheiro! :-D
A Golden Gate não é a maior de San Francisco (esta é a Bay Bridge) mas, sem dúvida, é a mais famosa. Foi construída em 1937 e as torres medem 1,28 Km de altura.
Após, tirei a foto clássica ao lado da ponte e resolvi atravessá-la a pé. Até porque, vir a San Francisco e não atravessar a Golden Gate é como ir a Porto Alegre e não olhar para o Rio Guaíba!
O tempo estava bom e deu para tirar várias fotos. Confesso que era ruim olhar para a Baía abaixo (pela altura) mas no fim foi uma meia-hora agradável.



Ruim mesmo foi depois de chegar ao outro lado. Já estava bem cansado e não tinha um taxi para me levar de volta. Foi então que tive a infeliz idéia de continuar caminhando até Sausalito.

Sausalito

Da Golden Gate até Sausalito é mais uma hora de caminhada. Entretanto, vale a pena conhecer a cidade. Ela possui casas maravilhosas e uma ótima vista da Baía. Além de bons restaurantes.
Ao chegar em Sausalito (e depois de almoçar), peguei uma Ferry que me levou diretamente ao Porto de San Francisco (que fica no final da Market str.). Excelente passeio que me mostrou de perto um lado da ilha de Alcatraz, e o outro lado do Porto. Tirei excelentes fotos do passeio.
Existe um passeio de bicicleta que sai do Pier 39 e faz exatamente o roteiro que fiz a pé, para quem quiser tentar. Sinceramente, sugiro atravessar a ponte a pé, ao invés de ir pedalando, para poder apreciar melhor a paisagem.



Finalmente...

Cheguei no apartamento aproximadamente às 16:30. Liguei para a esposa e fui deitar um pouco. Acabei acordando somente às 09h de domingo, devido ao cansaço de fazer esta caminhada.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sobre condução de um projeto



Dando uma pausa no Diário de San Francisco para fazer um post sobre trabalho.

Em quase todas as empresas que trabalhamos temos que, em algum momento, realizar um trabalho com uma empresa terceira.
Seja por falta de recursos na nossa empresa, seja por um conhecimento maior que uma empresa terceira tenha para a realização de um projeto.
Durante o relacionamento com esta empresa, temos várias coisas que podem atrapalhar o projeto. Podemos ter coisas como, por exemplo:
  • Conflito de interesses
  • Problemas contratuais
  • Maneiras de pensar o projeto
Existem vários fatores que podem ajudar a corrigir estes problemas, os quais tem uma causa comum: a má comunicação. Isto não quer dizer "falta de comunicação" e, sim, comunicação feita de forma errada.
Sem termos claro os objetivos e o escopo do projeto, estes problemas sempre ocorrerão. Para amenizar, necessitamos de alguém que possa fazer o contato direto com a empresa terceir. Esta pessoa tem de estar totalmente incluída no projeto e ter autonomia para tomar as decisões pertinentes, levando em consideração os interesses da nossa empresa.
Uma coisa que eu estava cético anteriormente, mas que começo a mudar de idéia, é sobre termos alguém da nossa empresa dentro da empresa contratada. Isto traz uma vantagem enorme sobre o tempo de andamento do projeto, pois as pequenas dúvidas podem ser sanadas diretamente, sem necessidade de reuniões, ligações e agendamentos.
Coisas podem ser corrigidas já na origem, bastando uma conversa.
Creio que isto pode fazer uma diferença grande nos projetos futuros.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (XIII) - Banzo



Ficar um mês nos Estados Unidos (ou em qualquer outro país) é um grande aprendizado! Aprendemos mais sobre o modo de vida americano, a forma de trabalho, a maneira como se respeitam, entre muitas outras coisas que com certeza vou levar para a vida toda.
Relmente é difícil enumerar todas as coisas que uma experiência destas agrega na vida de qualquer um. Estou tentando aprender o máximo com os americanos. Tento conversar com eles, observar, trabalhar, interagir. Tudo o que uma pessoa deve fazer em uma situação destas.
Entretanto, tem horas que o Banzo começa a se manifestar mais forte.
Para quem não sabe ou não lembra das aulas de História do Brasil, Banzo era uma expressão utilizada na época da escravatura para designar os escravos que acabavam se suicidando por saudade de sua terra de origem, de sua família ou de uma pessoa em especial.
Ou seja, nada mais do que: "saudade". Uma palavra que realmente fica difícil de tentar traduzir para os gringos (e olha que já tentei).
Isto porquê, desde que os meus filhos nasceram, jamais fiquei mais de 5 dias longe deles. E ter de ficar um mês é realmente muito difícil.
Nestas horas, o que devemos fazer é tentar direcionar os pensamentos para outra direção: seja focando no trabalho ou focando no lugar, nas caminhadas, nas conversas, na televisão. O importante é não ficar martelando a saudade.
Mas claro, isto passa logo! Daqui a pouco estarei com eles novamente. Enquanto o dia não chega, me contento em ficar trabalhando olhando para o desenho que eles me fizeram:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (XII) - Alcatraz



Alcatraz Island, também conhecida como The Rock (A Rocha), é uma ilha famosa situada na entrada da Baía de San Francisco.
Ficou famosa por, entre 1933 e 1962, ter abrigado a maior prisão de segurança-máxima dos Estados Unidos, de onde era praticamente impossível escapar vivo. Além disso, abrigou o famoso gangster Al Capone.
Hoje ela é um Parque Nacional americano, aberto a visitação.

A visita a Alcatraz é outra das coisas obrigatórias a se fazer em San Francisco. O Ferry até a ilha demora cerca de 15 minutos e tem de comprar ingressos com uma boa antecedência.
É difícil descrever a vista e os sentimentos históricos de um passeio como este.
Durante o trajeto, fones de ouvido vão contando as histórias dos anos da prisão. Neste momento, dá para sentir o sofrimento dos presidiários em pequenas celas, com regras rígidas e praticamente sem nenhuma chance de fuga.
Claro que também se pensa: se eles estavam ali é porque mereceram. O que de certa forma é verdade tb.
E também posso garantir que os presos se sentiam melhor ali do que em qualquer Carandiru ou Presídio Central.

Seguem algumas fotos:


Aviso aos visitantes


Galeria antiga


Galeria do Presídio

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (XI) - Caminhando pela Cidade



Hoje o dia amanheceu chovendo. Não dava vontade de sair da cama para nada!
Entretanto, acabei pensando: estou em um domingo, em San Francisco, não vai ser uma chuva que vai me fazer ficar em casa!
Assim, decidi sair sozinho para caminhar pela cidade.



Caminhando pela Cidade

Comecei caminhando até o portão de Chinatown. Já tinha ido lá antes na ocasião do ano-novo chinês, mas ainda não tinha passado de dia. Confesso que de dia achei o portão mais feio que à noite, mas pode ter sido apenas impressão.
Após resolvi passear por Nob Hill, uma área onde há bonitos (e caríssimos) hotéis, que permitem uma boa vista da cidade. O único problema eram as lombas para subir (muito íngrimes e cansativas). Mas, como morei uns 10 anos em uma rua que também tinha uma lomba, já estava bem acostumado.



Lombard Street

Na hora em que resolvi chegar o GPS do celular para saber onde estava, depois de entrar em um bairro mais residencial com casas no estilo vitoriano, descobri que estava perto da Lombard Street, onde há a "rua mais sinuosa do mundo". Outro ponto turístico obrigatório da cidade.
Após várias fotos, já era hora de ir almoçar. A Lombard Street é perto do Pier e do Fisherman Wharf, então fui para lá novamente (onde encontrei o argentino, que esta hora já tinha acordado).



Bubba Gump

Como escrevi ontem, em San Francisco há uma filial do Bubba Gump, um restaurante especializado em camarões, cujo tema é o filme Forrest Gump. Quem viu o filme (difícil quem não tenha visto), deve se lembrar que o Forrest fica amigo de Bubba durante a luta na guerra do Vietnã. Bubba era um especialista em camarões e seu sonho era abrir uma firma de pesca de camarão. Como o Bubba morreu na guerra, Forrest resolve que vai abrir a firma de pesca de camarões em homenagem ao amigo. Ele dá o nome de Bubba & Gump Shrimp Co.
É a partir desta história que foi criado o restaurante. O camarão servido é realmente excelente. Vale a pena passar ali e experimentar.
O garçom, durante um momento, fez algumas perguntas sobre o filme e, como acertamos todas, ganhamos um ingresso para o Aquarium of the Bay

Aquarium of The Bay

O aquário de San Francisco é muito menor que o de Monterey, mas tem uma atração diferenciada: a possibilidade de passar "dentro" do aquário.
Através de um túnel com esteira-rolante, é possível ver os peixes em volta (ou até mesmo acima) de uma forma impressionante. Vale a pena para poder ver um tubarão passando por sobre a sua cabeça.
Além disso, há a oportunidade de poder tocar em um tubarão-tigre. Claro que o tubarão é pequeno (cerca de 1m). Perguntei para
a menina que estava orientando a idade deles e me disse que eles tinham cerca de dois anos, mas que ainda podem chegar a 2m de comprimento.
Toquei no tubarão e digo que é como se tocasse em um cachorro. Parece que tem pelos. Mas, obviamente, não é possível tocar na cabeça ou perto da boca.

Diário de San Francisco (X) - A área do Pier



Ontem não teve post para que não precisasse me estressar mais. Então, vamos para o post de hoje.
Para quem não sabe, dia 14/02 é o Dia de San Valentin, tido como santo casamenteiro em quase todos os países cristãos do mundo e, por isto, este dia é considerado como o "Dia dos Namorados". No Brasil, como todos sabem, é comemorado em 12/06 por ser véspera do dia de Santo Antônio. Creio que não preciso explicar mais.
Por ser Dia dos Namorados e, além disso, ser um sábado de feriadão (segunda é feriado aqui nos Estados Unidos), a cidade estava lotada de turistas. A fila do Cable Car, para se ter uma idéia, tinha mais de 200m, o que me fez adiar o passeio de bondinho. Restaurantes, ruas, lojas, tudo estava lotado por aqui hoje.
Mas, para não ficar em casa, resolvemos dar uma passeada lá pela área do Pier 39 e do Fisherman Wharf



O Pier 39

O Pier 39 é um dos destinos turísticos obrigatórios de San Francisco. É um complexo com 110 lojas de especialidades e 13 restaurantes situados à beira-mar. Lá se encontra o Hard Rock Cafe, o Bubba Gump (restaurante de frutos do mar, inspirado no filme Forrest Gump), o Aquarium of the Bay, Marina, lojas de souvenirs e várias outras coisas interessantes.
Além disso, tem uma bela vista da ilha de Alcatraz (a qual só tem ingressos para segunda-feira) e uma boa vista das 2 principais pontes de San Francisco: a Golden Gate (a mais famosa) e a Bay Bridge (a maior).
Além das atrações, ainda tem os leões-marinhos. Eles ficam concentrados em uma área perto do Pier. Durante o inverno, se vê poucos deles (mas consegui vê-los) mas durante o verão contam que o barulho gerado pelos gritos deles pode ser ouvido à distância.
Uma coisa interessante do Pier é que demoraram vários anos para que ele pudesse ser construído, pois ninguém queria alterar aquela área. Foram necessárias licenças de 16 órgãos diferentes para que tivessem autorização para construí-lo e, depois disto, muitos ainda disseram que seria impossível a sua construção. Já vi uma história parecida em uma cidade do Sul do Brasil, mas isto mostra que só com persistência conseguimos as coisas.



O Fisherman Wharf

Fisherman Wharf é uma região ao lado do Pier 39 onde se concentram várias lojas e restaurantes com frutos do mar. Ele é muito parecido com o de Monterey, só que com muito mais gente concentrada.
Passamos por ali apenas para almoçar, visto que não queríamos comprar nada. Vale o passeio porque é perto do Pier 39 e se acha algumas coisas interessantes. Achei uma loja de imã de geladeira bem barata, com uma atendente muito simpática que me mostrou uma foto do Nicholas Cage quando ele foi lá ano passado.



O S.S. Jeremiah O'Brien

Entre o Pier 39 e o Fisherman Wharf existe um museu da marinha americana onde há um submarino e um navio em exposição permanente, os quais participaram durante a Segunda Guerra Mundial.
O navio S.S. Jeremiah O'Brien é um navio da marinha-mercante, responsável pelo transporte de armas e suprimentos para os exércitos aliados durante a Segunda Guerra.
Vale o passeio para aprender um pouco da história e do funcionamento de um grande navio.
Um engenheiro-voluntário explicou que este é um dos únicos navios do mundo que permitem a visita à casa de máquinas, onde podemos visitar os motores de um grande navio (realmente é impressionante).
Para quem gosta de aprender um pouco de história e conhecer como funcionava um navio de guerra, vale a pena. Lembro que você pode realmente demorar pelo menos uma hora para conhecer todas as partes do navio.
Quanto ao submarino, possivelmente iremos visitá-lo amanhã.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (VIII) - Trabalhando um pouco



Como hoje foi dia de muito trabalho, vou tentar explicar um pouco como é trabalhar por aqui.
Como quase todo mundo deve saber, os caras aqui estão passando por uma crise financeira, que tem servido como desculpa para várias empresas demitirem funcionários.
Entretanto, na área de informática, várias vagas estão sendo abertas também, o que não traz muitos problemas na nossa área.

Quanto ao trabalho, estamos desenvolvendo um projeto em parceria com uma empresa daqui de San Francisco. Estou aqui para facilitar as comunicação entre a empresa deles e a minha.
Sobre o idioma, no meu caso, não é problema. A maior dificuldade para mim é para falar, pois ouvir para mim é muito tranquilo.

O problema principal em um projeto sendo desenvolvido desta maneira é o fuso horário. San Francisco está há 6 horas do Brasil, ou seja, quando são 15h no Brasil, aqui são 9h. Ou seja, quando estou começando a trabalhar, já se passou 1 turno inteiro no Brasil e já está quase terminando o segundo. Isto vai melhorar a partir de sábado (quando termina o horário de verão), mas não ajuda muito.

Neste caso, o que tenho de fazer é basicamente tentar enviar todas as solicitações para o Brasil durante a tarde daqui para que, quando o pessoal do Brasil chegar no outro dia pela manhã, eles possam realizar minhas solicitações para que eu possa passar para o pessoal aqui durante a tarde do Brasil.
É muito difícil de gerenciar este negócio mas, se cada um fizer a sua parte, podemos até tirar vantagem disto porque, ao invés de trabalhar apenas 8 horas por dia, podemos trabalhar 11 horas. É só trabalhar direito que o projeto sai.

Agora, um fato interessante é como a empresa que contratamos aqui trabalha. Eles são altamente metódicos, com um bom gerenciamento do projeto e vêm para a empresa realmente para trabalhar. Eles trabalham muito, realizam as tarefas praticamente em dia e ficam muito decepcionados quando não conseguem cumprir uma tarefa.
É legal porque quando se vêm para cá se tem um outro clima de trabalho. Os caras praticamente estão mergulhados no projeto e tentam fazer o máximo para entregar tudo o que foi solicitado.

Agora, sem não tiver um suporte do time que está no Brasil, nada disto adianta. Por isto todos os pontos de um projeto tem de estar bem alinhados para que não haja nenhum problema de comunicação durante todo o andamento.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (VII) - NBA



Quando era adolescente, eu tinha vários bonés da NBA e, um dia, sonhava em ver um jogo.
Hoje consegui realizar mais um sonho. Assisti a Golden State Warriors vs. New York Knicks na Oracle Arena, em Oakland.
Várias coisas são interessantes em uma partida da NBA. Vou tentar citá-las por partes.

A Arena

A Oracle Arena localiza-se em Oackland. Para chegar lá a partir de San Francisco, é necessário pegar o BART e descer na estação Coliseum. O BART realiza a travessia da baía por baixo e, por isto, teu ouvido acaba estourando pela pressão, mais ou menos como acontece quando você sobe uma serra.
Ao chegar na estação, há uma passarela ligando o BART à arena. Mas, na verdade, não é apenas a arena. No mesmo local, há o estádio do Oakland Riders (time de futebol-americano) e do Oakland Athletics (time de baseball) e a Oracle Arena (sede do Warriors).
A arena é simplesmente enorme, com poltronas confortáveis e de qualquer lugar que tu sente tu consegue ver o jogo. Uma coisa sem dúvida impressionante.

O lugar para sentar

Pagamos aproximadamente US$ 30,00 por cada ingresso. O nosso ingresso era, literalmente, na última fileira da arena, encostado na parede.
Assim, como bons brasileiros, esperamos começar o jogo para ver se conseguíamos trocar de lugar. Resolvemos que iríamos descer para pegar um lugar perto das fileiras onde ficam os famosos.
Conseguimos um lugar na fila 10 da arena, no primeiro nível. Ou seja, brasileiro sempre dá um jeitinho.
Para terem uma idéia, olhem a foto abaixo. Acima o local que estava marcado o nosso ingresso. Abaixo o local onde assistimos o jogo.



Área VIP

Qual não foi a nossa surpresa quando descobrimos que o nosso lugar pertencia à área VIP do estádio. Um lounge privativo onde os famosos se concentram para ver o jogo. Alguns nem aparecem nas cadeiras, ficam vendo o jogo do lounge mesmo. Acabamos dando uma sorte danada nesta.

O Jogo

O jogo voi uma lavada para os Warriors (acho que demos sorte de novo). O Knicks saiu perdendo no primeiro quarto, consegui empatar no segundo mas, após o intervalo, parou de jogar e tomou de 144x127.

Mostrando que somos brasileiros

Vimos o primeiro tempo inteiro da fileira 10 mas, durante o intervalo, eu e o argentino resolvemos ir tirar umas fotos mais perto da quadra.
Ao voltar, um segurança perguntou pelos nossos ingressos e, como os nossos ingressos eram de cadeiras superiores, ele pediu que voltássemos para nosso lugar.
Claro que não iríamos, esperamos ele sair de perto e voltamos para o nosso lugar sem problema algum.
Estes americanos, às vezes, são muito ingênuos. :-)
Abaixo a foto que tirei ao lado da quadra da NBA:

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (VI) - Frio, muito frio



Hoje fez frio nesta cidade! Frio e vento, como os bons dias de Minuano em Porto Alegre.
Dia de colocar um bom casaco e esquentar com a calefação americana.
Apesar de muito trabalho no dia de hoje, duas coisas fora de trabalho merecem ser citadas.

Abastecimento

Os postos daqui não possuem frentistas. Cada motorista deve abastecer seu carro pessoalmente. Isto é possível pois a bomba de gasolina é automática: passar o cartão de crédito, colocar a mangueira no tanque, esperar terminar e pegar o recibo depois. Tudo muito simples!

Patinação no Gelo

Resolvemos ir a um ringue de patinação no gelo. Interessante como as pessoas daqui gostam disto. O ringue é aberto para patinação das 19 às 21 e, depois, a quadra é alugada para prática de hóquei.
É como os brasileiros que reunem os amigos para um jogo de futebol: junta o pessoal e aluga uma quadra. Aqui, eles fazem o mesmo com o hóquei.
Para terem uma idéia do meu desempenho como patinador, segue uma foto:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (V) - Monterey



Oceano Pacífico

Uma das coisas que sempre tive vontade de conhecer foi o Oceano Pacífico. Alguns podem dizer que é frescura, mas é uma curiosidade de criança: ver o outro oceano que banha a América. Finalmente, pude conhecê-lo hoje. Nada de mais, mas achei uma coisa legal. A próxima etapa destes desafios marítimos será conhecer o outro lado do Atlântico.
Conheci na viagem de San Francisco à Monterey. Resolvemos fazer o caminho por fora da auto-estrada e pegamos a rodovia 1. Guardando as proporções, seria como ir a Tramandaí pela RS-030 (via Santo Antônio).
Estrada muito bonita, apesar de ser mais longa. Pena que o tempo estava nublado e não ajudou muito, mas mesmo assim creio que valeu a pena.

Monterey

Monterey é uma baía da Califórnia ao Sul de San Francisco. Uma típica cidade do interior, com um belo centro em volta da Cannery Row str. Fomos para lá para conhecer o Monterey Bay Aquarium. Um grande "museu" oceânico com vários aquários contendo todos os tipos de peixes imagináveis, marmotas, tubarões, arraias, pinguins, jellys (águas-vivas), entre outros. Se um dia tiverem a oportunidade, não percam. Tem atrações tanto para adultos como para as crianças (meus filhos iriam adorar) e com certeza vale cada minuto.
Foi em Monterey que, pela primeira vez, me senti um pouco mais perto de casa. Primeiramente, no restaurante, um americano nos perguntou se éramos gaúchos (reconheceu a camiseta e a jaqueta do Imortal Tricolor), pois ele tinha morado um tempo em Porto Alegre. Depois encontrei no Aquarium um casal de Caxias do Sul. Ou seja, são os Gaúchos dominando o Mundo.
Segue uma colagem de fotos do aquário e de Monterey:



Dirigindo com Chuva

O ruim na volta de Monterey foi a chuva. Pegamos uma chuva infernal e a estrada não ajudou. Confesso que muitas vezes tive de reduzir bastante a velocidade, em uma estradinha cheia de curvas (a que dá acesso de Sunnyville à 101). Difícil, mas chegamos todos bem.

Sobre o resto da semana

Bom, o fim-de-semana acabou e amanhã terei de trabalhar. Ou seja, de amanhã à sexta o roteiro possivelmente será: acordar, trabalhar, almoçar, jantar. O Rudá já me pediu e irei fazer alguns posts sobre a maneira de trabalho daqui. Caso tenha algo a mais sobre o meu dia (os almoços e as jantas), irei citar por aqui, OK?

P.S.: sobre pedidos e encomendas

Sem querer ser grosseiro, mas já sendo, apenas um aviso às vááááááárias pessoas que me pediram encomendas daqui dos Estados Unidos: as únicas pessoas para quem eu levarei alguma coisa serão as da minha família. Para qualquer outra pessoa peço desculpas, mas não vou ficar passando na alfândega para declarar compras acima da quota permitida pela Receita Federal brasileira, uma vez que já fechei minha quota de compras por aqui. Espero que compreendam

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (IV) - Passeios diversos no sábado



Outlet

Hoje foi dia de compras. Passamos o dia todo no Gilroy Premium Outlets.
Para quem não conhece, Outlets são locais onde podemos comprar artigos por um preço mais acessível que nas lojas tradicionais. Diversas marcas famosas possuem um ponto em um destes Outlets e os preços são realmente muito mais baratos.
O detalhe é que este Outlet onde fomos é enorme. São quatro quadras gigantescas com mais de 140 lojas. Para terem uma idéia, ficamos 5h lá e só conseguimos visitar 2 quadras.
O que eu comprei:
  • Camiseta da Puma
  • Duas camisetas e uma calça da Levi's
  • Um conjunto de abrigo, dois abrigos infantis, um tênis para mim e um tênis para cada um dos filhotes na loja da Nike.
Na real, ainda foi pouca coisa comparado com as compras do belga e do argentino.

Gilroy é o nome de uma cidade aqui da região. Fica cerca de 100 Km aqui de San Francisco. Pelo caminho, passamos pelo Vale do Silício (ponto turístico para qualquer nerd) onde pudemos ver sedes de empresas como Oracle, Cisco, EBay, Microsoft, parque da Nasa, entre outras.

Dirigindo nos Estados Unidos

Outra coisa que fiz hoje foi dirigir um carro nos Estados Unidos. Nada diferente do que dirigir um carro em qualquer outro lugar. O único problema é que, para saber dirigir aqui, necessito de um bom GPS (obrigado Merlo). O interessante é "o carro" que dirigi: um Dodge Charger preto com transmissão automática. Nunca tinha dirigido um carro tão grande e, principalmente, automático. Demora uns 10 Km para se acostumar, mas depois vai na tranquilidade.

Ano Novo Chinês

À noite, teve a comemoração do Ano Novo Chinês aqui em San Francisco. Para quem não sabe, San Francisco possui a maior colônia chinesa fora da China. Assim, houve uma parada para a comemoração.
Claro que, após a parada, fomos para um restaurante chinês onde, finalmente, aprendi como comer com os Hashis (foto abaixo). O único problema do resteurante é que ele era "mono-tarefa", ou seja, chegou primeiro o prato do belga, depois de 5 min o meu, depois de 30 min o do argentino.
Ou seja, a tradicional "paciência" chinesa!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (III) - Sobre o Trânsito e Gorjetas



Para um brasileiro que nunca tinha ido aos Estados Unidos, existem várias coisas que me impressionaram na cidade.
Primeiramente a organização do trânsito. Os veículos realmente respeitam os pedestres na faixa de segurança, apesar de também os pedestres SÓ atravessam nas faixas de segurança. Na hora de dobrar à esquerda em uma rua de mão dupla, o carro que deseja dobrar fica esperando a sua vez e, após o fluxo de veículos contrário parar (ou o sinal fechar), ele dobra sem problemas. E o legal: NINGUÉM BUZINA! Ainda não ouvi buzinas no trânsito (meus ouvidos agradecem).
Gorjetas: para qualquer coisa que tu faça que dependa de alguém, você deve pagar a gorjeta. Isto é cultural e funciona. Aliás, se tu não fizer isto pode ter certeza que você não será bem atendido por ele depois. O legal foi o meu diálogo com o garçom do pub ontem à noite:
T - Quanto é?
G - 8 dólares
Pego uma nota de 10 e passo para ele
G - Obrigado.

Ou seja, sem stress algum o cara te cobra a gorjeta. Aliás, se tu for pagar com cartão é ainda mais divertido. Os caras te trazem a conta, tu entrega o cartão para o atendente e ele te traz o comprovante para assinares, juntamente com um espaço para colocar o valor da gorjeta (ele já passou o teu cartão e já pegou o comprovante). Tu coloca o valor da gorjeta no comprovante que tu assinou e devolve para o garçom o comprovante (não o cartão). Magicamente, sem passar o cartão novamente, o valor da refeição mais a gorjeta foi debitado do teu cartão. Ainda vou aprender como isto funciona.
À noite, fui para o AP com o belga e o argentino para que eles pudessem lavar a roupa. Lavanderia automática, com um cartão pré-pago. Sistema bem interessante mas demoramos um pouco no AP e saímos para jantar depois das 21h. Antes disto, ainda achei a Cris acordada (ela estava vendo o Planeta Atlântida) no GTalk.
A janta foi a melhor refeição que comi por aqui até agora, no 21st San Francisco Amendment. Um hamburger muito bom.
Depois, voltei para o hotel para colocar o Lost em dia antes de quarta-feira.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (II) - Viagem de ida e primeiras impressões



Viagem bem tranquila. O vôo de Porto Alegre para São Paulo saiu com 5 minutos de antecedência e chegou em São Paulo quase meia-hora antes do previsto.
Ao chegar, fui direto para o balcão da American Airlines para o Check-in. Tudo em ordem, fui jantar sossegado e sem stress, indo para a o portão de embarque.
O segundo vôo era de São Paulo à Dallas. Por Deus, que coisa mais demorada! 10h dentro de um avião, definitivamente, é um saco! A vantagem é que o avião estava praticamente vazio. Assim, fiquei sozinho em uma fileira do meio do avião e, quando o sono bateu, me estiquei em 4 poltronas para dormir sossegado.
A sacanagem é ficar olhando para o mapa que mostra onde o avião está. Parece que demora 1 ano para cruzar a Amazônia ou o Golfo do México. Mas chegamos 10 minutos antes do previsto e, assim, tive de esperar 5 minutos antes de sair do vôo, pois a alfândega americana só abre às 06h. Na alfândega, passei por pelo menos umas 10 perguntas sobre o que eu ia fazer aqui feitas por uma velha que parece uma enfermeira alemã. Ela me pareceu um pouco desconfiada, mas me deixou passar.
O aeroporto de Dallas merece um parágrafo à parte. Não vi ainda um aeroporto maior (apesar de saber que existem), limpo, organizado, com trenzinho para ir de um terminal à outro. Acho que poderia ter um wifi legal, apesar de ter uns "totens" que permitem acesso à internet grátis e possibilidade de carregar o celular.
Durante a viagem entre Dallas e San Francisco, pude observar a diferença de clima aqui nos Estados Unidos. Vi desertos, campos e montanhas com neve. Apesar de notar também a pouca quantidade de árvores neste trajeto.
Já em San Francisco, o trajeto entre o aeroporto e o hotel foi bem tranquilo. O quarto do hotel é muito bom, com uma TV de 42 polegadas FullHD.
O pessoal da empresa parceira com a qual estamos trabalhando é bem legal. Vale destacar a possibilidade de pegar guloseimas a qualquer hora.
Saí junto com os colegas (um belga e um argentino) à noite para dar uma volta pelo centro da cidade. a cidade é hospitaleira e o povo realmente é bem simpático. Existem algumas peculiaridades que explicarei nos próximos posts.
Resumindo, parece que poderei aproveitar bastante tanto a experiência de trabalhar em parceria com uma empresa estrangeira dentro desta empresa como os passeios que com certeza farei por aqui.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diário de San Francisco (I)



Possivelmente quando você ler este post estarei viajando em direção à San Francisco/CA/USA.
Irei ficar trabalhando por lá até o dia 28/02. Enquanto isto, irei colocar as impressões da viagem aqui no Blog.
A saber, o roteiro de viagem de ida é:

Porto Alegre - São Paulo
Saída: 19:20
Chegada: 21:10

São Paulo - Dallas
Saída: 23:55
Chegada: 06:06 (10:06 no horário de Brasília)

Dallas - San Francisco
Saída: 08:05 (12:06 no horário de Brasília)
Chegada: 09:55 (15:55 no horário de Brasília)

Desejem-me sorte

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

About Me



Copiando da Bárbara, que copiou da Lari.

3 nomes pelos quais você atende:
1) Tales
2) Selat
3) Bitelo

3 nomes pelos quais você não atende:
1) Tio
2) Tio
3) Ô Tio

3 nomes de tela:
1) selat
2) selatotal
3) tales

3 coisas que você gosta em você:
1) sarcasmo
2) inteligência
3) hiperatividade

3 coisas que você não gosta em você:
1) olhos
2) impaciência
3) stress

3 partes da sua herança genética:
1) poder de concentração
2) rosto do pai
3) careca do pai

3 coisas que assustam você:
1) bicho-papão
2) coisas mal-planejadas
3) falta de grana

3 coisas essenciais no seu dia:
1) "Ô Pai" falado pelo Felipe
2) Abraço da Tassiane
3) Fuçar na internet via N95

3 coisas que você está vestindo agora:
1) camisa verde
2) calça jeans
3) sapato cinza

3 dos seus artistas/bandas favoritos:
1) Cidadão Quem
2) Maná
3) Green Day

3 das suas canções favoritas:
1) Dia Especial - Cidadão Quem
2) Labios Compartidos - Maná
3) She - Green Day

3 coisas que você quer tentar nos próximos 12 meses:
1) colher o fumo
2) pagar as contas em dia
3) ver o Grêmio ser tri-campeão da Libertadores

3 coisas que você vai fazer nos próximos 3 meses:
1) trabalhar 25 dias nos EUA
2) férias
3) dar aula de compiladores

duas verdades e uma mentira:
1) O Grêmio é o melhor time do mundo
2) O Dilbert é o melhor funcionário do mundo
3) Os moranguinhos são campeões de tudo

3 nomes de filhos:
1) Tassiane
2) Felipe
3) chega! Só os dois.

3 coisas que simplesmente você não consegue fazer:
1) ler livros do Saramago
2) jogar qualquer jogo no estilo Doom
3) ficar um dia sem fuçar na internet

3 hobbies favoritos:
1) ler
2) séries
3) dormir

3 coisas que você quer fazer antes de morrer:
1) Conhecer pelo menos 15 capitais mundiais
2) Construir minha casa em Gravataí
3) Ver os filhos formados